sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Qual será o futuro da Bolsa?

Após o crescimento de mais de 80% na bolsa de valores no ano de 2009, muitos investidores que entraram no mercado no ínicio do ano e acharam que surfariam belas ondas durante o ano todo, ficaram desapontados. Foram vários fatores que agitaram o mercado local, desde incertezas sobre o ritmo e a intesidade de uma possível recuperação na econômia mundial, ainda presentes, até a sombra da maior oferta de ações já realizada, capitaneada pela Petrobrás. Soma-se a isso o ruído - discreto é verdade - de uma eleição presidencial. O consolo é que, com pelo menos algumas dessas nuvens deixando o horizonte, a econômia brasileira pode exibir melhor seu próprio brilho, e as previsões são de tempos melhores, já nos próximos meses, para quem achar o ponto certo de entrada.

Embora o consenso não seja absoluto, o sentimento de que o conhecido rali de fim de ano ganhou força para se materializar, domina gestores, estrategistas e analistas que acompanham de perto a bolsa e a econômia brasileira. Essa volta do otimismo, ainda que comedida em algumas instituições, está fortemente amparada no cenário promissor para o mercado doméstico.

Mas os fatores que, na visão dos gestores, conspiram para um bom momento no mercado de ações estão também associados a obstáculos que vão sendo retirados do caminho. Uma das frases mais ouvidas nos últimos meses é a de que a capitalização era um "espada na cabeça" da Petrobrás e, pelo seu peso percentual e simbólico no Ibovespa, também na de todo o mercado local. Existe também a expectativa de que, finalizada a colocação gigante de ações da estatal, o mercado reabre para novas ofertas de ações, que pode ajudar no crescimento da bolsa.

A definição dos nomes da equipe econômica do governo que vai assumir pode ser um fator de estresse ou de tranquilidade mas, aparentemente, o mercado tem se fiado a essa última hipótese. E outro motivo de ânimo é a perspectiva de um Natal de recordes de produção e vendas.

É verdade que vamos depender do humor dos gringos mas, entre os que conhecem bem as bipolaridades dos estrangeiros, não são raras as opiniões de que eles podem buscar, nestes últimos três meses do ano, ganhos que não conseguiram obter ao longo de 2010. Neste contexto, acreditam grandes instituições, não será preciso contar com notícias positivas no fronte internacional para que a bolsa brasileira avance. Basta que o clima la fora não piore - embora não haja, obviamente, garantias neste sentido.

Fonte base para analise: Valor Investe de Outubro de 2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário