O índice Nikkei fechou com valorização nesta segunda-feira (22), impulsionado por exportadoras e transportadoras (+2,74%). Na China, a bolsa de Hong Kong também encerrou em alta (+2,43%), enquanto a bolsa de Xangai recuou (-0,49%), após ter ficado fechada na última semana pelo feriado do ano novo lunar.
Diante do avanço menor que o esperado da inflação nos EUA em janeiro, medida pelo CPI (Consumer Prices Index), reduzem-se as especulações no mercado quanto à iminência de um aperto monetário pelo Fed.
Construtoras declinam em Xangai
O Goldman Sachs reduziu o preço-alvo de construtoras na China, dados os receios quanto às maiores medidas do governo para conter a expansão de crédito. “Acreditamos que a proposta de aperto poderá afetar o ritmo das construtoras, na venda de imóveis ou na realização de seus bancos de terrenos no curto prazo, e isso pode pesar contra o desempenho da ação”, disse Yi Wang, analista do banco, em relatório.
Em face das projeções nada otimistas do banco, os papéis da construtora Poly Real Estate – segunda maior da China por valor de mercado – caíram 1,7%, assim como os da rival Gemdale, com perdas de 1,5%. Na mesma esteira, as ações da China Merchants Property Development declinaram 1,8%.
Por fim, respondendo à valorização do yuan, como reflexo das expectativas de que o governo da China permitirá maior flexibilidade ao regime de câmbio fixo, os ativos dos bancos Citic Bank e Bank of Communications recuaram 1,6%.
Após uma semana de ganhos, as principais bolsas europeias operam praticamente estáveis nesta segunda-feira (22), com os investidores auferindo parte do lucros ganhos com a recente valorização e de olho no cenário corporativo do continente.
Em Londres, as ações do setor farmacêutico pressionam o índice de referência, com destaque para os papéis da GlaxoSmithKline (-1,60%), que recuam após duas concorrentes norte-americanas alegarem que o remédio contra a diabetes (Avandia) da empresa européia oferecer mais risco de taquicardia frente aos rivais.
Do outro lado do mercado, os papéis da Bunzl disparam mais de 4%, em função do resultado acima do esperado em 2009, que motivou a elevação dos dividendos pagos aos acionistas. As ações do RBS avançam 1,80% com a decisão do CEO, Stephen Hester, em abdicar o pagamento de bônus devidos pelo banco em 2009.
Na Alemanha, as ações da montadora Daimler mantêm o viés negativo dos últimos pregões e recuam cerca de 1,50% nesta manhã, seguidas por Adidas (-0,87%) e Deutsche Lufthansa (-0,85%), em função da greve de pilotos da companhia aérea que já dura mais de quatro dias.
Grécia otimista
O presidente do banco central grego, George Provopoulos, afirmou que o governo está confiante em atingir a meta “muita ambiciosa” de reduzir o déficit fiscal imposta pela União Europeia e não acredita em futuros rebaixamentos por parte das agências de crédito.
Na agenda desta segunda-feira, poucos eventos relevantes deixam o destaque por conta do tradicional relatório Focus e da Balança Comercial no front interno. No âmbito internacional, as atenções concentram-se com ata do Bank of Japan, o Banco Central do país, já que nos Estados Unidos não será publicado nenhum dado econômico importante.
No Brasil
Aqui, o Banco Central divulga nesta segunda-feira o tradicional Relatório Focus, que compila a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País. O Ministério do Desenvolvimento publica a Balança Comercial.
Além disso, o BC ainda publica nesta segunda a Nota de Mercado Aberto, relatório sobre as operações realizadas pela instituição no mercado aberto, como a venda de títulos federais, além de retratar o perfil da dívida pública mobiliária federal interna no período.
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