INFOMONEY - As bolsas europeias operam em baixa nesta quinta-feira (4), tendência alinhada ao outro lado do Atlântico, onde os mercados futuros dos EUA recuam. As cotações do petróleo e do ouro caem, favorecendo o dólar, que se valoriza frente às principais divisas do mundo – euro, libra e iene.
Nos Estados Unidos, destaque para o Factory Orders (13h00), que medirá o volume de pedidos feitos à indústria como um todo - bens duráveis e não duráveis – em dezembro.
Mais cedo, às 11h30, olhos atentos à dupla Initial Claims, com os pedidos de auxílio-desemprego na economia norte-americana na última semana; e Productivity & Costs, que mede a produtividade da mão-de-obra nos EUA, excluído o setor agropecuário.
No Velho Continente, o BCE (Banco Central Europeu) se encontra para definir o rumo da política monetária da Zona do Euro no mês de fevereiro. Já no Reino Unido, o BoE (Bank of England) também se reúne para delinear sua taxa básica de juro. Analistas estimam inércia nos dois comitês, com os juros básicos em 1% ao ano e 0,5% ao ano, respectivamente.
Resultados...
Em sessão repleta de resultados ao redor do mundo, a Toyota revelou lucro líquido de ¥ 153,2 bilhões (US$ 1,68 bilhão) no último trimestre, acima do previsto por analistas e da cifra vista no mesmo período do ano retrasado, quando listou prejuízo de ¥ 164,6 bilhões.
Ainda no Japão, a Sony também surpreendeu positivamente as projeções dos analistas, ao divulgar lucro líquido de ¥ 79,2 bilhões (US$ 861 milhões) no quarto trimestre de 2009, avanço de 84,6% frente ao montante de ¥ 10,4 bilhões – na base anual.
Em Amsterdã, a petrolífera Royal Dutch Shell apresentou lucro líquido de US$ 1,96 bilhão no último trimestre, melhor que o prejuízo de US$ 2,81 bilhões no mesmo período do ano passado. Contudo, os números vieram abaixo do estimado.
Já a Unilever relatou declínio de 27% no lucro líquido do último trimestre – na relação ano a ano –, que somou € 831 milhões no período. As vendas da companhia caíram 5%, para 9,66 bilhões.
...e mais resultados
Na Espanha, o Santander registrou lucro líquido de € 2,2 bilhões, acima do previsto por analistas (€ 2,12 bilhões) e dos ganhos listados em período igual de 2008, na casa de € 1,94 bilhão.
Encerrando o dilúvio de resultados, o alemão Deutsche Bank atingiu lucro líquido de € 1,3 bilhão no quarto trimestre de 2009, melhor que o previsto por analistas e acima das perdas vistas no último trimestre do ano retrasado, de € 4,8 bilhões.
Hedge contra inflação
“A inflação na China e a potencial bolha de seus ativos oferecem um suporte ao ouro”. A afirmação é de Alan Heap, analista do Citi, que discorre sobre a possibilidade de uma escalada do metal precioso quando as decorrências inflacionárias das baixas taxas de juros ao redor do mundo vierem à tona. Contudo, “as posições compradas líquidas (...) estão cinco vezes alavancadas em relação aos níveis médios vistos nos últimos 17 anos”, sendo esse o maior risco para o ouro no curto prazo, segundo o Citi.
Balanço anual
Passado um ano da administração Obama em Washington, Donald Marron, professor da Georgetown University e membro do Congressional Budget Office, avalia quais foram os acertos e os erros do presidente dos EUA. No lado positivo, a comissão fiscal e os impostos direcionados ao petróleo, ao gás natural e às empresas de carvão. Contudo, Marron critica a falta de uma meta no âmbito fiscal, além da política climática inexistente.
Por aqui
No Brasil, a ata do Copom retém o olhar do investidor, apontando para um cenário de recuperação econômica em que a inflação segue contida. Ainda no território nacional, a Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) divulgará às 10h30 os dados sobre a venda e a produção de veículos durante o mês de janeiro.
No âmbito corporativo, destaque para o início de negociações das ações da Inpar, de sua oferta primária de ações. Além da estreia, há o encerramento do período de reserva e a fixação do preço por ação da oferta secundária da PDG Realty.
Também por aqui as empresas reportam seus desempenhos anuais, com destaque para o lucro de R$ 5,5 bilhões do Santander Brasil e de US$ 1,5 bilhão (recorrente) da Cielo em 2009.
Na agenda desta quinta-feira (4), o foco fica com a ata da última reunião do Copom. Além disso, haverá início das negociações com as ações ofertadas pela Inpar. Nos EUA, o mercado olha com atenção para o Initial Claims. Ainda na agenda, definições de política monetária pelo BCE e pelo Bank of England.
No Brasil
A ata do Copom domina as atenções por aqui. Após ter optado pela manutenção de juros em 8,75% ao ano em nota considerada lacônica pela LCA Consultores, investidores esperam que a ata da reunião traga mais esclarecimentos sobre quando e como acontecerá a próxima elevação da taxa básica de juros.
Ainda no cenário interno, a Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) divulga dados sobre a venda e a produção de veículos durante o mês de janeiro.
Cenário externo
Nos Estados Unidos, será divulgada a prévia do Productivity & Costs, que mede a produtividade da mão-de-obra norte-americana, excluído o setor agropecuário. O estudo é divulgado pelo Departamento de Trabalho e a referência é o quarto trimestre.
Ainda nos EUA, será divulgado o Initial Claims semanal, até o dia 30 de janeiro, com os pedidos de auxílio-desemprego na economia norte-americana. O Departamento de Comércio dos EUA divulga o Factory Orders, que mede o volume de pedidos feitos à indústria como um todo - bens duráveis e não duráveis.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) se reúne para definir o rumo da política monetária da União Europeia para o mês de fevereiro. No Reino Unido, o Bank of England também define sua politica monetária para este mês.
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