quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

o Mercado em 03/01/2010 - Encerramento

BRASIL - Fonte: Valor Econômico

Depois de dois pregões de firme valorização, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) "andou de lado" conforme jargão de mercado. O Ibovespa oscilou apenas 572 pontos entre mínima e máxima antes de terminar o dia com queda de 0,08%, apontando 67.108 pontos. O giro financeiro somou R$ 6,14 bilhões.

Segundo o diretor da InTrader, Edson Hydalgo Júnior, tal comportamento do índice mostra bem o momento de indefinição do mercado, que lida com notícias externas díspares, enquanto continua acompanhando os problemas fiscais de países da Europa.

Tal indefinição também é captada pela análise gráfica. Segundo Júnior, o índice ganha direção de alta se retomar a linha dos 68 mil pontos. "Aí sim abre compra e o Ibovespa vai buscar os topos históricos."

Já a direção de baixa se forma se os 64 mil pontos forem perdidos. Neste caso, o próximo objetivo seria os 58 mil pontos. Caso isso acontecer, diz Júnior cria-se uma boa oportunidade de compra.

Em dia de pregão morno, foco no campo corporativo. OGX Petróleo ON liderou o volume de ponta a ponta. A ação movimentou mais de R$ 627 milhões, desbancando Petrobras e Vale que sempre se revezam na liderança em giro financeiro.

Tal demanda pela OGX foi ativada pelo anúncio de que o poço OGX-3, localizado em águas rasas da Bacia de Campos, tem um volume total de óleo recuperável estimado entre 500 milhões a 900 milhões de barris.

Vale lembrar que, na segunda-feira, a OGX já havia comunicado o fim da campanha de perfuração no poço OGX-4, também localizado na Bacia de Campos. Para essa área, o volume total de óleo recuperável foi estimado entre 100 milhões e 200 milhões de barris.

O papel ON terminou o dia com valorização de 6,14%, a R$ 19,00, maior alta entre os 63 ativos listados. Com a divulgação da notícia, a Itaú Corretora reforçou a recomendação "outperform" (acima da média do mercado) para o papel e elevou o preço justo de R$ 22,90 para R$ 24,10.

As opções sobre as ações da OGX também entraram em ebulição. A série de compra para o exercício de segunda-feira a R$ 18,00, subiu 166,66%, para R$ 1,04. Até séries com vencimento em julho entraram em leilão dada às bruscas mudanças de preço.

Os carros-chefes terminaram o dia em baixa e parte da pressão de venda sobre esses ativos tem alguma relação com o mercado de opções.

Os agentes carregam grandes posições vendidas (apostas de baixa no preço do papel) e vão brigar para impedir uma alta de preço, pois nesse caso perdem elevada quantia de dinheiro.

A ação PN da Petrobras terminou com baixa de 0,17%, a R$ 34,04, enquanto Vale PNA perdeu 0,32%, a R$ 43,52. Cada uma das ações movimentou mais de R$ 500 milhões.

Bancos e siderúrgicas também perderam valor. Gerdau PN recuou 0,26%, a R$ 26,53, e Banco do Brasil ON devolveu 2,45%, a R$ 29,85, depois de subir 7,54% nas últimas duas sessões.

No setor de varejo, Lojas Renner ON foi destaque, ganhando 5,64%, a R$ 38,77, seguindo comentário positivos vindo de analistas externos. Forte valorização, também, para MMX Miner ON, que subiu 5,44%, a R$ 14,32.

Ainda na ponta de compra, Brasil Telecom PN e BRF Foods ON avançaram mais de 3% cada, e Embraer ON e Lojas Americanas PN subiram mais de 2%.

Na ponta de venda, as ações da Eletrobrás passaram por forte ajuste de baixa, O papel PNB devolveu 5,0%, a R$ 31,35, e o ON cedeu 4,56%, a R$ 27,20.

PDG Realty perdeu 2,32%, a R$ 15,15. Hoje terminou o período de reserva para a oferta de ações da empresa e amanhã é anunciado o preço de emissão. Normalmente os agentes tentam reduzir a cotação do papel para pagar menos por ele na oferta.

Fora do índice, Telebrás PN saltou 20,46%, a R$ 2,59, com mais de R$ 224 milhões em volume, quarto maior giro do dia, perdendo apenas para OGX, Petrobras e Vale. Segue a especulação em torno da reativação da estatal. Movimentação atípica, também, com Hotéis Othon PN, que disparou 32,91%, para R$ 1,05.

(Eduardo Campos Valor)

EUA (Fonte: Valor Econômico - 04/02/2010)

Os índices Dow Jones e Standard and Poor´s 500 fecharam em queda na quarta-feira, após a perspectiva decepcionante da Pfizer pesar sobre o setor de saúde. Ao mesmo tempo, a promessa de o presidente americano, Barack Obama, concluir reformas nesse setor bem como no bancário reavivou temores de um aumento na regulação.


O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,26%, para 10.270 pontos. O S&P 500 perdeu 0,55%, para 1.097 pontos. Mas o Nasdaq teve oscilação positiva de 0,04%, a 2.190 pontos.

O presidente Barack Obama reiterou sua promessa de supervisionar o sistema de saúde e de impor reformas regulatórias mais rígidas sobre Wall Street, o que salientou o risco político que derrubou as ações americanas nas últimas semanas. O setor bancário também teve um mau desempenho, com temores de que o governo irá limitar operações em grandes companhias. O índice KBW de bancos cedeu 2,4%. Dados macroeconômicos também renovaram preocupações com um crescimento econômico apático.

Os papéis da Pfizer recuaram 2,3%, liderando um declínio geral em setores ligados à saúde, após a maior fabricante de remédios do mundo ter divulgado um lucro trimestral abaixo da expectativas de Wall Street. A empresa também informou uma previsão de lucro abaixo do estimado.

As ações europeias encerraram em queda e interromperam um rali de três dias, com preocupações sobre a saúde da economia de países periféricos da zona do euro servindo como argumento para investidores realizarem lucros recentes. O índice FTSEurofirst 300, que mede a variação dos principais papéis do continente, terminou em queda de 0,6%, a 1.020 pontos.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,57%, a 5.253 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,66%, para 5.672 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,49%, a 3.793 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,09%, para 22.169 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedeu 2,27%, a 10.888 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 2,84%, para 7.832 pontos

Nenhum comentário:

Postar um comentário