quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Perspectiva do mercado em 03/02/2010

Hoje o mercado tende a continuar o movimento dos ultimos dois dias e seguir a onda de altas modestas. Ontem, o mercado nos EUA viram um ínicio turbulento em um dia de bons rallies com a divulgação de bons resultados da UPS, Ford, Dow Chemical entre ontras. O S&P500 subiu 2.7% e o Dow Jones 1.1%.

No Brasil, o índice seguiu o movimento nos EUA, fechando em alta de 0.89% aos 67.163 pontos, com destaques para as ações da Gol, Tam, Tim, e Rossi.

As bolsas europeias sobem nesta quarta-feira (3), tendência alinhada ao outro lado do Atlântico, onde os mercados futuros dos EUA sobem. A cotação do petróleo avança, em linha com a do ouro, desfavorecendo o dólar, que se desvaloriza frente ao euro e a libra, mas se aprecia diante do iene.


Nos EUA, olhos atentos ao ISM Services (13h00), que avalia o nível de atividade não-industrial. Mais cedo, há o ADP Employment Report (11h30), com o número de postos de trabalho no setor privado. Às 13h30, a EIA (Energy Information Administration) anunciará a medição dos Estoques de Petróleo.

No Velho Continente, a confiança do consumidor do Reino Unido subiu para 73 pontos em janeiro, avanço de 3 pontos em relação ao mês de dezembro. Já o PMI (Purchasing Managers Index) da Zona do Euro, em versão final, ficou abaixo da última medição, ao marcar 53,7 pontos. Contudo, ainda está acima dos 50 pontos, o que indica expansão.

Retirada

O Bank of China anunciou a retirada do desconto concedido pelo governo nas taxas hipotecárias, dando sinais de que haverá mais intervenção por parte de Pequim, como resposta à forte expansão de crédito em 2009. O governo se preocupa com uma possível bolha no mercado imobiliário, à medida que os preços dos imóveis subiram 7,8% em dezembro, na comparação anual.

40 vezes pior que a crise?

Em meio ao crescente endividamento dos governos ao redor do mundo, o analista Dylan Grice do Société Generale se preocupa com o horizonte, que poderá vivenciar diversos defaults. “Não vejo como nossos governos poderão pagar. As dívidas líquidas da União Europeia e dos EUA somam sozinhas cerca de US$ 135 trilhões. Esse montante é 40 vezes o custo da crise financeira de 2008”, completa o analista.

Ásia em destaque

Conforme o olhar do Citi, o crescimento da influência da Ásia ao redor do mundo é um fenômeno que terá implicações políticas e econômicas, e será apenas um dos dez temas a se atentar no continente oriental durante a próxima década. Dentre os pontos listados pelo banco, destaque para a expectativa de maior integração entre os países da região; e de internacionalização da divisa chinesa.

Aperto na recuperação

Diante da expansão anualizada de 5,7% no PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA do último trimestre, cresce o sentimento de que a recuperação em forma de “V” pode até ser possível. Contudo, para Jan Hatzius – economista do Goldman Sachs – tal trajetória não é (e nem será) vista. O analista observa que, ao contrário de recessões passadas (que foram causadas pelo aperto monetário do Federal Reserve), essa contração é consoante com uma política monetária muito flexível do Fed, que elevará a taxa básica de juro enquanto a recuperação ainda ocorre.

Para Niels Jensen, gestor da Absolute Return Patners, ainda existe muita dívida para ser desalavancada no mundo – especialmente pelos governos. “Anos de dívidas excessivas acumuladas não podem ser revertidos em 18 meses, e demorará ao menos de 5 a 6 anos para as mesmas serem saneadas”, completa o gestor, que não descarta um maior período de desalavancagem. Em adição, Jensen ressalta o aumento da dívida pública e a redução da dívida privada para decorrência da crise, o que queima “dinheiro de gerações futuras”.

Ofertas em foco

No Brasil, destaque para o encerramento do período de reserva da oferta secundária de ações da PDG Realty. Ainda no âmbito corporativo, há também o término do período de reserva e a fixação do preço por ação da oferta primária de ações da Multiplus.

Recomendações e acertos

O UBS elevou a recomendação dos papéis da Vale, de neutro para compra, ao ressaltar o valuation atrativo das mesmas. Além disso, os analistas ressaltaram a expectativa de que a demanda física será forte no primeiro semestre de 2010. Por outro lado, o banco vê fraqueza no momentum das ações, o que deverá gerar uma correção no curto prazo.

Já na Austrália, a Rio Tinto acertou aumento de 40% no sistema benchmark do minério de ferro com as siderúrgicas do Japão e da Coreia do Sul, conforme listado no 21st Century Business Herald. Segundo o periódico, as siderúrgicas chinesas não aceitarão elevação superior a 30% no contrato. Contudo, vale destacar que ainda não há nenhuma confirmação oficial.

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