O mercado ontem foi extremamente volátil, esboçando quedas e altas durante todo o dia. O índice Bovespa começou o pregão em alta, refletindo o discurso do presidente norte americano, Barack Obama, feito na noite anterior. Nele, Obama aliviou um pouco a proposta da nova regulamentação para o setor bancário, tão temida pelo mercado. A tarde, o índice começou a cair e subir, fechando em leve alta de 0,8% aos 65.587 pontos. Para muitos analistas , este é um momento de correção em uma tendência de alta, e o melhor a fazer é esperar o momento acabar.
Por: Equipe InfoMoney
28/01/10 - 20h00
InfoMoney
SÃO PAULO - Em uma quinta-feira (28) marcada pela instabilidade nos mercados acionários, o Ibovespa conseguiu se descolar dos índices externos e encerrou em alta de 0,80%, após oscilar entre o terreno positivo e negativo. A expectativa em torno da nomeação do atual presidente do Fed Ben Bernanke para um novo mandato diante do BC norte-americano - já confirmada pelo Senado - também mexeu com os mercados, e as bolsas norte-americanas fecharam em queda.
O Ibovespa encerrou em alta de 0,80%, a 65.587 pontos, após cinco sessões consecutivas de baixa. O volume financeiro ficou em R$ 6,39 bilhões. Vale lembrar que na véspera o Copom (Comitê de Politica Monetária) decidiu pela manutenção da taxa básica de juro do País em 8,75% ao ano. A nota que acompanhou a decisão do comitê trouxe poucas pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária.
Pela manhã, o mercado estava otimista, com a Ford postando lucro líquido de US$ 2,7 bilhões em 2009. Entretanto, o bom humor se reverteu durante a tarde, com a maior produtora de chips para celular dos EUA, Qualcomm, reduzindo projeções para o ano após postar resultado decepcionante. Em Wall Street, esta referência se traduziu em uma sessão amplamente negativa para as techs.
Os títulos gregos mostram forte queda pelo terceiro dia consecutivo, com investidores apostando que a nação não conseguirá evitar um plano de ajuda da União Europeia para superar sua crise fiscal. Na Europa, as bolsas encerraram em queda, também impactadas pela notícia de que o governo britânico pretende vender sua parte em três grandes bancos (Lloyd's, RBS e Northern Rock), na tentativa de levantar dinheiro.
Bolsa
As ações da Vivo encerraram como um dos principais destaques positivo do Ibovespa, após a recomendação de seus papéis ser elevada pelo Bank of America Merrill Lynch, de neutra para compra. Segundo os analistas, a relação entre risco e retorno do investimento agora parece convincente, após a queda recente dos papéis.
Os ativos da CSN também se destacaram na ponta compradora, após a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) registrar a oferta feita pela empresa para adquirir a Cimpor pelo valor já anteriormente divulgado de € 5,75 por ação – fazendo com que a transação seja avaliada em um montante total de € 3,86 bilhões. Havia temores no mercado de que a siderúrgica brasileira fosse elevar sua oferta de compra.
Também se destacaram entre as maiores variações positivas as ações da Sabesp e BM&F Bovespa, que liderou os ganhos do índice após vir de oito sessões consecutivas de queda.
No noticiário corporativo, os resultados do Bradesco chamam atenção: o banco somou um lucro líquido de R$ 8,012 bilhões em 2009, 5,1% maior que o contabilizado em 2008. Os papéis do banco avançaram no pregão.
Na ponta vendedora, os papéis de MRV, B2W e Souza Cruz encerraram em baixa. A PDG Realty, que está em processo de oferta secundária de ações, também registrou perdas na sessão.
A Fitch Ratings, agência de classificação de risco, afirmou que as notas da Vale não serão impactadas pelo anúncio de compra de 100% da Bunge Participações e Investimentos e de 43% da Fertilizantes Fosfatados. As ações ordinárias da mineradora recuaram, enquanto as PNB fecharam em alta.
maiores altas: BVMF = 3,28%; Itau Unibanco (ITUB4) = 2,99%; Siderurgica Nacional (CSNA3) = 2,96%
maiores baixas: Suoza Cruz (CRUZ3) = -3,8%; PDG (PDGR3) = -3,6%; Cesp (CESP6) = - 3,4%
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