sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

RESUMO DO MERCADO EM 08/01/2010

Por: Julia Ramos M. Leite

08/01/10 - 19h39
InfoMoney

SÃO PAULO - O clima de incerteza marcou a última sessão da semana nos principais mercados de renda variável nesta sexta-feira (8). A principal referência do dia, o Relatório de Emprego dos EUA, abalou o otimismo visto pela manhã e trouxe uma tarde sem tendência para os índices em Wall Street - que, contudo, subiram no final e encerraram a sessão em alta.

O Ibovespa, por sua vez, não resistiu à indefinição externa e fechou em queda de 0,27%, a 70.262 pontos. Apesar disso, o índice encerrou a primeira semana de 2010 com alta de 2,44%. O volume financeiro totalizou no dia R$ 6,51 bilhões.

Emprego e Bancos

A economia norte-americana perdeu 85 mil postos de trabalho em dezembro, resultado pior que o esperado pelo mercado, que estimava variação nula. Já a taxa de desemprego ficou nos 10%, resultado igual às expectativas do mercado e ao registrado no mês anterior.

O setor bancário ganhou destaque nos EUA, depois que o Citigroup rebaixou suas projeções para os lucros do Bank of America Merrill Lynch, JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley. As ações dos bancos recuaram em Nova York.

Bolsa

Os ativos da GOL lideraram os ganhos do Ibovespa nesta tarde. A companhia aérea mostrou em dezembro um crescimento de 34,8% na demanda de tráfego aéreo em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A demanda doméstica também avançou na mesma base comparativa (+36,2%).

Os papéis da TAM também estão entre as altas da sessão, assim como os ativos da Souza Cruz. Por fim, os ativos da CSN subiram depois que a fabricante de cimentos portuguesa Cimpor rejeitou a oferta de compra de US$ 5,5 bilhões feita pela siderúrgica, afirmando que o valor corresponde a um prêmio muito baixo aos seus acionistas.

Por outro lado, os papéis da NET aparecem entre as principais quedas da sessão, assim como os ativos de Cesp, PDG e MRV.

Após ter sido destaque negativo do Ibovespa no pregão anterior, repercutindo a inclusão na chamada "Lista Suja" do Ministério do Trabalho e Emprego, as ações da Cosan mostram sinais de recuperação, depois do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmar que o ingresso da produtora de cana de açúcar nessa lista foi, na visão dele, um erro.

Além disso, após registrarem forte valorização nos dois últimos pregões, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Parmalat e as units da Laep dispararam novamente nesta sexta-feira.

Enquanto isso, por aqui, um dos destaques do noticiário deste pregão fica, na verdade, para um evento da última quinta-feira: o balanço de operações da BM&F Bovespa em 2009. Os números revelaram uma movimentação total de R$ 1,30 trilhão no segmento Bovespa e giro financeiro de R$ 26,78 trilhões no segmento BM&F. Com relação a 2008, o montante representa queda no segmento Bovespa - o volume no ano anterior ficou em R$ 1,37 trilhão.

Em contrapartida, a quantidade de negócios em 2009 foi recorde: 81,75 milhões. No segmento BM&F, o número de contratos caiu de 391,62 milhões para 373,41 milhões entre 2008 e 2009.

Agenda

Enquanto o Relatório de Emprego trouxe uma surpresa negativa, o nível dos estoques no atacado norte-americano surpreendeu ao avançar em novembro, ante projeções de queda pelo mercado. O Consumer Credit divulgado pelo Federal Reserve mostrou que o volume de crédito concedido aos consumidores recuou 8,5% na passagem de outubro para novembro, atingindo um total de US$ 2,464 trilhões. O resultado veio pior do que o esperado, além de também marcar o décimo recuo consecutivo do indicador.
Na Europa, o destaque fica por conta do crescimento de 0,4% reportado pelo PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro no terceiro trimestre de 2009.

No Brasil, o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) apontou deflação de 0,11% em dezembro, fechando o ano com um recuo de 1,43% nos preços. Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) de 7 de janeiro marcou inflação de 0,51%, taxa 0,27 ponto percentual acima da apurada na medição anterior.

Dólar

Após ter operado no campo positivo durante a manhã, o dólar comercial inverteu sua trajetória no começo da tarde, intensificando essa tendência até o encerramento dos negócios. Com isso, a moeda norte-americana fechou com queda de 0,86%, interrompendo uma sequência de três altas, sendo cotada na venda a R$ 1,73.
Com este declínio, o dólar encerrou a primeira semana de 2010 registrando desvalorização de 0,64%, seguindo a tendência registrada em 2009, quando encerrou o ano com um recuo de 25,42% - maior queda da história do real.
O Banco Central voltou a atuar no câmbio. A autoridade monetária realizou seus costumeiros leilões de compra no mercado à vista entre 15h24 e 15h34 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7327.

Renda Fixa

No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em queda na BM&F Bovespa nesta sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,31%, queda de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,90% de seu valor de face, queda de 0,62% frente ao fechamento anterior.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 191 pontos-base, estável em relação ao fechamento anterior.
Bolsas Internacionais

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em alta de 0,74% e atingiu 2.317 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,29% a 1.145 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 0,11% a 10.618 pontos.
Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou leve alta de 0,51% e atingiu 4.045 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 0,30% chegando a 6.038 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 0,14% a 5.534 pontos.





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