O mercado ontem foi extremamente volátil, esboçando quedas e altas durante todo o dia. O índice Bovespa começou o pregão em alta, refletindo o discurso do presidente norte americano, Barack Obama, feito na noite anterior. Nele, Obama aliviou um pouco a proposta da nova regulamentação para o setor bancário, tão temida pelo mercado. A tarde, o índice começou a cair e subir, fechando em leve alta de 0,8% aos 65.587 pontos. Para muitos analistas , este é um momento de correção em uma tendência de alta, e o melhor a fazer é esperar o momento acabar.
Por: Equipe InfoMoney
28/01/10 - 20h00
InfoMoney
SÃO PAULO - Em uma quinta-feira (28) marcada pela instabilidade nos mercados acionários, o Ibovespa conseguiu se descolar dos índices externos e encerrou em alta de 0,80%, após oscilar entre o terreno positivo e negativo. A expectativa em torno da nomeação do atual presidente do Fed Ben Bernanke para um novo mandato diante do BC norte-americano - já confirmada pelo Senado - também mexeu com os mercados, e as bolsas norte-americanas fecharam em queda.
O Ibovespa encerrou em alta de 0,80%, a 65.587 pontos, após cinco sessões consecutivas de baixa. O volume financeiro ficou em R$ 6,39 bilhões. Vale lembrar que na véspera o Copom (Comitê de Politica Monetária) decidiu pela manutenção da taxa básica de juro do País em 8,75% ao ano. A nota que acompanhou a decisão do comitê trouxe poucas pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária.
Pela manhã, o mercado estava otimista, com a Ford postando lucro líquido de US$ 2,7 bilhões em 2009. Entretanto, o bom humor se reverteu durante a tarde, com a maior produtora de chips para celular dos EUA, Qualcomm, reduzindo projeções para o ano após postar resultado decepcionante. Em Wall Street, esta referência se traduziu em uma sessão amplamente negativa para as techs.
Os títulos gregos mostram forte queda pelo terceiro dia consecutivo, com investidores apostando que a nação não conseguirá evitar um plano de ajuda da União Europeia para superar sua crise fiscal. Na Europa, as bolsas encerraram em queda, também impactadas pela notícia de que o governo britânico pretende vender sua parte em três grandes bancos (Lloyd's, RBS e Northern Rock), na tentativa de levantar dinheiro.
Bolsa
As ações da Vivo encerraram como um dos principais destaques positivo do Ibovespa, após a recomendação de seus papéis ser elevada pelo Bank of America Merrill Lynch, de neutra para compra. Segundo os analistas, a relação entre risco e retorno do investimento agora parece convincente, após a queda recente dos papéis.
Os ativos da CSN também se destacaram na ponta compradora, após a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) registrar a oferta feita pela empresa para adquirir a Cimpor pelo valor já anteriormente divulgado de € 5,75 por ação – fazendo com que a transação seja avaliada em um montante total de € 3,86 bilhões. Havia temores no mercado de que a siderúrgica brasileira fosse elevar sua oferta de compra.
Também se destacaram entre as maiores variações positivas as ações da Sabesp e BM&F Bovespa, que liderou os ganhos do índice após vir de oito sessões consecutivas de queda.
No noticiário corporativo, os resultados do Bradesco chamam atenção: o banco somou um lucro líquido de R$ 8,012 bilhões em 2009, 5,1% maior que o contabilizado em 2008. Os papéis do banco avançaram no pregão.
Na ponta vendedora, os papéis de MRV, B2W e Souza Cruz encerraram em baixa. A PDG Realty, que está em processo de oferta secundária de ações, também registrou perdas na sessão.
A Fitch Ratings, agência de classificação de risco, afirmou que as notas da Vale não serão impactadas pelo anúncio de compra de 100% da Bunge Participações e Investimentos e de 43% da Fertilizantes Fosfatados. As ações ordinárias da mineradora recuaram, enquanto as PNB fecharam em alta.
maiores altas: BVMF = 3,28%; Itau Unibanco (ITUB4) = 2,99%; Siderurgica Nacional (CSNA3) = 2,96%
maiores baixas: Suoza Cruz (CRUZ3) = -3,8%; PDG (PDGR3) = -3,6%; Cesp (CESP6) = - 3,4%
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Ficar de olho no pregão de 28/01/2010
BRADESCO (BBDC4), após forte correção, as ações cairam 20% e estão perto de um fortissímo suporte (R$ 31,2). Com o balanço favorável que foi divulgado com lucro 5% maior que o ano anterior e 35% acima do trimestre anterior, a tendência é uma reversão e consequentemente, uma valorização relativamente acentuada no curto prazo.
BANCO AMAZONAS (BAZA3), vindo também de uma correção da faixa dos R$ 0,87 para R$ 0,75, o banco recebeu um paporte de 500 milhões de reais do Tesouro Nacional para linha de crédito. Tal volume financeiro impacta positivamente no fluxo de caixa do banco , gerando criação de valor e aumentos da cotação dos papéis.
KEPLER WEBER. que encontra-se num período de volatilidade, apresenta no book os mesmo players que compraram muito na semana passada, gerando uma expectativa de alta do papel.
BANCO AMAZONAS (BAZA3), vindo também de uma correção da faixa dos R$ 0,87 para R$ 0,75, o banco recebeu um paporte de 500 milhões de reais do Tesouro Nacional para linha de crédito. Tal volume financeiro impacta positivamente no fluxo de caixa do banco , gerando criação de valor e aumentos da cotação dos papéis.
KEPLER WEBER. que encontra-se num período de volatilidade, apresenta no book os mesmo players que compraram muito na semana passada, gerando uma expectativa de alta do papel.
Perspectiva do Mercado em 28/01/2010
INFOMONEY: Nesta quinta-feira (28), as bolsas europeias operam em alta, enquanto os mercados futuros dos EUA mostram instabilidade. No mercado de câmbio, o dólar se valoriza frente ao iene e ao euro, mas sucumbe diante da libra esterlina. No mercado de commodities, as cotações do petróleo e do ouro sobem.
Nos EUA, destaque para o Durable Good Orders (11h30), que mensurará o volume de pedidos e entregas de bens duráveis em dezembro. Analistas estimam avanço de 2% no período. Simultaneamente, há o Initial Claims, com o número de pedidos de auxílio-desemprego por trabalhadores norte-americanos.
Velho Continente em foco
Na Alemanha, o desemprego subiu em janeiro pela primeira vez em sete meses. A taxa de desemprego avançou de 8,1% para 8,2%, com adição de 6 mil desempregados, levando a um montante total de 3,43 milhões sem ocupação.
Na Europa, a confiança do consumidor subiu pelo décimo mês consecutivo em janeiro, influenciada pela retomada do crescimento econômico na região. Segundo a Comissão Europeia, em janeiro, o índice marcou 95,7 pontos, acima do revisado no mês de dezembro, quando a confiança atingiu 94,1 pontos.
No Brasil
Aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou a prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de janeiro, com inflação de 0,63% no período. Foi anunciada também a Pesquisa Mensal do Emprego, que mostrou uma taxa de desemprego de 6,8% em dezembro de 2009, em linha com o reportado um ano antes e a menor da série histórica.
Um pouco mais tarde, às 10h30, o Banco Central divulgará a Nota de Política Fiscal de dezembro, que contém os resultados fiscais não-financeiros do setor público, ligados às dívidas e ao superávit primário. Por último, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), Luciano Coutinho, concederá entrevista coletiva, às 12h00, para comentar o resultado do banco em 2009.
Pontapé inicial
Dando início à temporada de resultados oficiais dos principais bancos brasileiros, o Bradesco (BBDC4) apresentou seus números obtidos no acumulado de 2009 e na passagem do quarto trimestre.
No último ano, o lucro líquido somou R$ 8,012 bilhões, alta de 5,1% em relação ao resultado apresentado em 2008. Já no último trimestre, o lucro líquido totalizou R$ 2,181 bilhões, 20,4% superior ao visto em período igual do ano anterior
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come
Nouriel Roubini, presidente da Roubini Global Economics e conhecido como Dr. Doom pelo seu pessimismo, acredita que os governos ao redor do mundo enfrentam um dilema: se retirarem os estímulos e apertarem a política monetária muito cedo, correm o risco de verem suas economias novamente em recessão; por outro lado, uma retirada tardia será conivente com a bolha de ativos, já presente na economia, na sua opinião. “A boa notícia é que há um começo de recuperação na economia. A questão é como será a forma da retomada”, completa.
Mais queda, mas depois recupera
Análise técnica de Kevin Lane, da Fusion IQ, aponta que provavelmente o índice S&P 500 deverá relatar mais desvalorização (próxima a 5%) até que haja uma recuperação mais sustentável, após ter caído 5% no acumulado dos últimos cinco pregões. “Uma correção de 10% levaria o S&P 500 a seu suporte de Fibonacci, perto de 1.035 pontos”, completa o analista técnico, acreditando que, neste patamar, o mercado deverá se estabilizar
Nos EUA, destaque para o Durable Good Orders (11h30), que mensurará o volume de pedidos e entregas de bens duráveis em dezembro. Analistas estimam avanço de 2% no período. Simultaneamente, há o Initial Claims, com o número de pedidos de auxílio-desemprego por trabalhadores norte-americanos.
Velho Continente em foco
Na Alemanha, o desemprego subiu em janeiro pela primeira vez em sete meses. A taxa de desemprego avançou de 8,1% para 8,2%, com adição de 6 mil desempregados, levando a um montante total de 3,43 milhões sem ocupação.
Na Europa, a confiança do consumidor subiu pelo décimo mês consecutivo em janeiro, influenciada pela retomada do crescimento econômico na região. Segundo a Comissão Europeia, em janeiro, o índice marcou 95,7 pontos, acima do revisado no mês de dezembro, quando a confiança atingiu 94,1 pontos.
No Brasil
Aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou a prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de janeiro, com inflação de 0,63% no período. Foi anunciada também a Pesquisa Mensal do Emprego, que mostrou uma taxa de desemprego de 6,8% em dezembro de 2009, em linha com o reportado um ano antes e a menor da série histórica.
Um pouco mais tarde, às 10h30, o Banco Central divulgará a Nota de Política Fiscal de dezembro, que contém os resultados fiscais não-financeiros do setor público, ligados às dívidas e ao superávit primário. Por último, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), Luciano Coutinho, concederá entrevista coletiva, às 12h00, para comentar o resultado do banco em 2009.
Pontapé inicial
Dando início à temporada de resultados oficiais dos principais bancos brasileiros, o Bradesco (BBDC4) apresentou seus números obtidos no acumulado de 2009 e na passagem do quarto trimestre.
No último ano, o lucro líquido somou R$ 8,012 bilhões, alta de 5,1% em relação ao resultado apresentado em 2008. Já no último trimestre, o lucro líquido totalizou R$ 2,181 bilhões, 20,4% superior ao visto em período igual do ano anterior
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come
Nouriel Roubini, presidente da Roubini Global Economics e conhecido como Dr. Doom pelo seu pessimismo, acredita que os governos ao redor do mundo enfrentam um dilema: se retirarem os estímulos e apertarem a política monetária muito cedo, correm o risco de verem suas economias novamente em recessão; por outro lado, uma retirada tardia será conivente com a bolha de ativos, já presente na economia, na sua opinião. “A boa notícia é que há um começo de recuperação na economia. A questão é como será a forma da retomada”, completa.
Mais queda, mas depois recupera
Análise técnica de Kevin Lane, da Fusion IQ, aponta que provavelmente o índice S&P 500 deverá relatar mais desvalorização (próxima a 5%) até que haja uma recuperação mais sustentável, após ter caído 5% no acumulado dos últimos cinco pregões. “Uma correção de 10% levaria o S&P 500 a seu suporte de Fibonacci, perto de 1.035 pontos”, completa o analista técnico, acreditando que, neste patamar, o mercado deverá se estabilizar
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Perspectiva do Mercado em 27/01/2010
Após o quarto dia seguido de quedas nas bolsas mundiais, o dia começa com as bolsas européias operando em baixa, pressionadas pelas ações do setor financeiro. Os rumores de que o Bank of China parou de realizar novos empréstimos corporativos, em linha com a nova política monetária adotada pelo governo chinês para evitar o avanço da inflação, contribuem para o recuo dos papéis, além da expectativa pela reunião de política monetária do Federal Reserve.
Para os indicadores a serem divulgados hoje, em dia de agenda recheada, as atenções estarão centradas nos comunicados emitidos pelo Copom (Comitê de Política Monetária) e pelo Fomc (Federal Open Market Comittee), sobre a política monetária de Brasil e EUA. Por aqui, ainda haverá início da temporada de balanços e fixação do preço por ação da oferta da Aliansce na BM&F Bovespa.
Cena Interna
Nesta quarta-feira, acontece o segundo dia de reunião do Copom, que decide o rumo da taxa básica de juro (Selic) do País. É consenso entre os analistas do mercado que a taxa deve ser mantida nos atuais 8,75% ao ano, sendo que a maior expectativa fica para o comunicado do encontro, que pode dar sinais sobre como deve se dar a retirada gradual dos estímulos econômicos.
Cenário externo
Nos EUA,as atenções se concentram no segundo dia de reunião do Fomc, em que haverá a divulgação da decisão da taxa de juros para o país. Não há expectativa de aumento na Fed Funds Rate, que atualmente está entre 0% e 0,25% ao ano, já que na última ata o Fed prometeu manter juros baixos por um longo período de tempo. No entanto, o mercado aguarda sinalizações sobre quando e como a autoridade monetária dará início à retirada de estímulos à economia dos Estados Unidos.
Ainda nesta quarta, será divulgado o New Home Sales, que mede o número de casas novas com compromisso de venda no país. A EIA (Energy Information Administration) divulga a medição dos Estoques de Petróleo.
Também haverá testemunho do secretário do Tesouro norte-americano, Tim Geithner, sobre a AIG. No final da noite, os EUA param para assistir ao discurso anual do presidente do país, Barack Obama, em sessão conjunta do Congresso.
Vale ficar atento a uma possivel realização pois existem evidencias de que uma bolha esteja prestes a estourar. Quem puder ler o link abaixo, entenderá melhor a realidade da situação econômica mundial, em análise elaborada por Roubini, o guru que preveu a bolha do subprime.
http://www.cnbc.com/id/35078010
Para os indicadores a serem divulgados hoje, em dia de agenda recheada, as atenções estarão centradas nos comunicados emitidos pelo Copom (Comitê de Política Monetária) e pelo Fomc (Federal Open Market Comittee), sobre a política monetária de Brasil e EUA. Por aqui, ainda haverá início da temporada de balanços e fixação do preço por ação da oferta da Aliansce na BM&F Bovespa.
Cena Interna
Nesta quarta-feira, acontece o segundo dia de reunião do Copom, que decide o rumo da taxa básica de juro (Selic) do País. É consenso entre os analistas do mercado que a taxa deve ser mantida nos atuais 8,75% ao ano, sendo que a maior expectativa fica para o comunicado do encontro, que pode dar sinais sobre como deve se dar a retirada gradual dos estímulos econômicos.
Cenário externo
Nos EUA,as atenções se concentram no segundo dia de reunião do Fomc, em que haverá a divulgação da decisão da taxa de juros para o país. Não há expectativa de aumento na Fed Funds Rate, que atualmente está entre 0% e 0,25% ao ano, já que na última ata o Fed prometeu manter juros baixos por um longo período de tempo. No entanto, o mercado aguarda sinalizações sobre quando e como a autoridade monetária dará início à retirada de estímulos à economia dos Estados Unidos.
Ainda nesta quarta, será divulgado o New Home Sales, que mede o número de casas novas com compromisso de venda no país. A EIA (Energy Information Administration) divulga a medição dos Estoques de Petróleo.
Também haverá testemunho do secretário do Tesouro norte-americano, Tim Geithner, sobre a AIG. No final da noite, os EUA param para assistir ao discurso anual do presidente do país, Barack Obama, em sessão conjunta do Congresso.
Vale ficar atento a uma possivel realização pois existem evidencias de que uma bolha esteja prestes a estourar. Quem puder ler o link abaixo, entenderá melhor a realidade da situação econômica mundial, em análise elaborada por Roubini, o guru que preveu a bolha do subprime.
http://www.cnbc.com/id/35078010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Analise Técnica para 26/01/2010
Com o mercado futuro em baixa, tanto aqui como nos EUA e Europa, o IBOV e a mairoria dos papéis devem recuar até os próximos suportes e os papéis que já estão próximos de suporte ou perderam na sexta feira, podem ter queda acentuada hoje. Mesmo assim, vale ficar de olho em algumas oportunidades, que sempre existem no mercado.
O IBOV entrou numa tendência de baixa e encontra-se num ponto gráfico delicado. Perdendo os 65000 pontos, entramos num período de forte baixa, com o índice podendo buscar os 60 mil pontos ou até mesmo, entrar na casa dos 50 mil pontos novamente. Além do ADX de compra apontando para baixo, o índice apresenta um historiograma MACD totalmente desfavoravel, o que reforça a tendência configurada pelos candles de negociação diária.
O Bradesco passou por uma forte correção na semana passada, de 19%, deixando o papel sobrevendido, o que abre possibilidades de compra mesmo num cenário de baixa. Com o IFR na faixa dos 20 pontos, ADX próximo dos 0 pontos, estocástico no fundo e historiograma MACD no seu fundo histórioc, a chance de reverão é grande e se atingir o valor de 31.2, pode ser uma excelente oportunidade de ganhos no CP.
A ETERNIT é um papel que fez um fechamento muito interessante e sua configuração gráfica apresenta vários pontos favoraveis. Historiograma MACD indicando reversão, estocastico indicando compra, IFR em pontos de sobrevendido e ADX querendo reverter. Atingindo 8.37 proporciona ótimas possibilidades de ganho.
Lojas Renner, assim como Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3), tiveram fortes correções e B2W já iniciou uma reversão, o que sugere que os dois concorrentes podem seguir o mesmo caminho. Bom ponto de compra em 34.62
O IBOV entrou numa tendência de baixa e encontra-se num ponto gráfico delicado. Perdendo os 65000 pontos, entramos num período de forte baixa, com o índice podendo buscar os 60 mil pontos ou até mesmo, entrar na casa dos 50 mil pontos novamente. Além do ADX de compra apontando para baixo, o índice apresenta um historiograma MACD totalmente desfavoravel, o que reforça a tendência configurada pelos candles de negociação diária.
O Bradesco passou por uma forte correção na semana passada, de 19%, deixando o papel sobrevendido, o que abre possibilidades de compra mesmo num cenário de baixa. Com o IFR na faixa dos 20 pontos, ADX próximo dos 0 pontos, estocástico no fundo e historiograma MACD no seu fundo histórioc, a chance de reverão é grande e se atingir o valor de 31.2, pode ser uma excelente oportunidade de ganhos no CP.
A ETERNIT é um papel que fez um fechamento muito interessante e sua configuração gráfica apresenta vários pontos favoraveis. Historiograma MACD indicando reversão, estocastico indicando compra, IFR em pontos de sobrevendido e ADX querendo reverter. Atingindo 8.37 proporciona ótimas possibilidades de ganho.
Lojas Renner, assim como Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3), tiveram fortes correções e B2W já iniciou uma reversão, o que sugere que os dois concorrentes podem seguir o mesmo caminho. Bom ponto de compra em 34.62Perspectiva do Mercado em 26/01/2010
Apesar de Reino Unido ter apresentado um PIB no 4°T09 de 0.1%, saindo da recessão depois de 18 meses, e da Alemanha ter apresentado uma alta no índice de confiança do empresário de 94.6 para 95.8 pontos, os mercados na Europa operam em baixa, pressionadas pelo desempenho negativo das ações das mineradoras e de olho no cenário macroeconômico, principalmente na China.
Em relação a indicadores econômicos, o destaque fica com a Sondagem do Consumidor, no Brasil, e o Consumer Confidence, nos EUA - ambos medem a confiança do consumidor na economia. Atenção ainda para o início do período de reserva da oferta primária de ações da Multiplus e o primeiro dia de reunião do Copom. Nos EUA, Ainda nesta terça-feira, a agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's) publica o S&P/Case-Shiller Home Price de dezembro. O indicador denota a trajetória dos preços das casas nos EUA por meio de uma média móvel trimestral. Haverá ainda o House Price Index de novembro, que será divulgado pelo Federal Housing Finance Agency. O indicador mensura o preço cobrado pelas hipotecas às famílias norte-americanas baseando-se pelos dados divulgados pelas agências Fannie Mae e Freddie Mac.
O Bank of Japan divulgou também hoje a decisão sobre a taxa de juros do país onde ele manteve os juros no patamar de 0.1% ao ano em decisão unânime. Enquanto busca estimular o crescimento econômico, a política monetária mais frouxa luta contra as tendências de deflação, devido à “lentidão da economia como um todo”, conforme nota do BoJ anexa à decisão.
Na parte de balanços, a Apple divulgou ontem um balanço melhor que o esperado mas suas ações cairam no after market (alias, todas as ações perderam força no final do pregão e fecharam razoavelmente abaixo dos preços máximos de negociação). Hoje, após o pregão, serão divulgados os relatórios da J&J, Yahoo e US Steel. No Brasil , oprimeiro balanço será divulgado amanhã, com a Santos Brasil.
Alexandre Gaeta - São Paulo
Em relação a indicadores econômicos, o destaque fica com a Sondagem do Consumidor, no Brasil, e o Consumer Confidence, nos EUA - ambos medem a confiança do consumidor na economia. Atenção ainda para o início do período de reserva da oferta primária de ações da Multiplus e o primeiro dia de reunião do Copom. Nos EUA, Ainda nesta terça-feira, a agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's) publica o S&P/Case-Shiller Home Price de dezembro. O indicador denota a trajetória dos preços das casas nos EUA por meio de uma média móvel trimestral. Haverá ainda o House Price Index de novembro, que será divulgado pelo Federal Housing Finance Agency. O indicador mensura o preço cobrado pelas hipotecas às famílias norte-americanas baseando-se pelos dados divulgados pelas agências Fannie Mae e Freddie Mac.
O Bank of Japan divulgou também hoje a decisão sobre a taxa de juros do país onde ele manteve os juros no patamar de 0.1% ao ano em decisão unânime. Enquanto busca estimular o crescimento econômico, a política monetária mais frouxa luta contra as tendências de deflação, devido à “lentidão da economia como um todo”, conforme nota do BoJ anexa à decisão.
Na parte de balanços, a Apple divulgou ontem um balanço melhor que o esperado mas suas ações cairam no after market (alias, todas as ações perderam força no final do pregão e fecharam razoavelmente abaixo dos preços máximos de negociação). Hoje, após o pregão, serão divulgados os relatórios da J&J, Yahoo e US Steel. No Brasil , oprimeiro balanço será divulgado amanhã, com a Santos Brasil.
Alexandre Gaeta - São Paulo
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
RESUMO DO MERCADO EM 08/01/2010
Por: Julia Ramos M. Leite
08/01/10 - 19h39
InfoMoney
SÃO PAULO - O clima de incerteza marcou a última sessão da semana nos principais mercados de renda variável nesta sexta-feira (8). A principal referência do dia, o Relatório de Emprego dos EUA, abalou o otimismo visto pela manhã e trouxe uma tarde sem tendência para os índices em Wall Street - que, contudo, subiram no final e encerraram a sessão em alta.
O Ibovespa, por sua vez, não resistiu à indefinição externa e fechou em queda de 0,27%, a 70.262 pontos. Apesar disso, o índice encerrou a primeira semana de 2010 com alta de 2,44%. O volume financeiro totalizou no dia R$ 6,51 bilhões.
Emprego e Bancos
A economia norte-americana perdeu 85 mil postos de trabalho em dezembro, resultado pior que o esperado pelo mercado, que estimava variação nula. Já a taxa de desemprego ficou nos 10%, resultado igual às expectativas do mercado e ao registrado no mês anterior.
O setor bancário ganhou destaque nos EUA, depois que o Citigroup rebaixou suas projeções para os lucros do Bank of America Merrill Lynch, JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley. As ações dos bancos recuaram em Nova York.
Bolsa
Os ativos da GOL lideraram os ganhos do Ibovespa nesta tarde. A companhia aérea mostrou em dezembro um crescimento de 34,8% na demanda de tráfego aéreo em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A demanda doméstica também avançou na mesma base comparativa (+36,2%).
Os papéis da TAM também estão entre as altas da sessão, assim como os ativos da Souza Cruz. Por fim, os ativos da CSN subiram depois que a fabricante de cimentos portuguesa Cimpor rejeitou a oferta de compra de US$ 5,5 bilhões feita pela siderúrgica, afirmando que o valor corresponde a um prêmio muito baixo aos seus acionistas.
Por outro lado, os papéis da NET aparecem entre as principais quedas da sessão, assim como os ativos de Cesp, PDG e MRV.
Após ter sido destaque negativo do Ibovespa no pregão anterior, repercutindo a inclusão na chamada "Lista Suja" do Ministério do Trabalho e Emprego, as ações da Cosan mostram sinais de recuperação, depois do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmar que o ingresso da produtora de cana de açúcar nessa lista foi, na visão dele, um erro.
Além disso, após registrarem forte valorização nos dois últimos pregões, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Parmalat e as units da Laep dispararam novamente nesta sexta-feira.
Enquanto isso, por aqui, um dos destaques do noticiário deste pregão fica, na verdade, para um evento da última quinta-feira: o balanço de operações da BM&F Bovespa em 2009. Os números revelaram uma movimentação total de R$ 1,30 trilhão no segmento Bovespa e giro financeiro de R$ 26,78 trilhões no segmento BM&F. Com relação a 2008, o montante representa queda no segmento Bovespa - o volume no ano anterior ficou em R$ 1,37 trilhão.
Em contrapartida, a quantidade de negócios em 2009 foi recorde: 81,75 milhões. No segmento BM&F, o número de contratos caiu de 391,62 milhões para 373,41 milhões entre 2008 e 2009.
Agenda
Enquanto o Relatório de Emprego trouxe uma surpresa negativa, o nível dos estoques no atacado norte-americano surpreendeu ao avançar em novembro, ante projeções de queda pelo mercado. O Consumer Credit divulgado pelo Federal Reserve mostrou que o volume de crédito concedido aos consumidores recuou 8,5% na passagem de outubro para novembro, atingindo um total de US$ 2,464 trilhões. O resultado veio pior do que o esperado, além de também marcar o décimo recuo consecutivo do indicador.
Na Europa, o destaque fica por conta do crescimento de 0,4% reportado pelo PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro no terceiro trimestre de 2009.
No Brasil, o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) apontou deflação de 0,11% em dezembro, fechando o ano com um recuo de 1,43% nos preços. Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) de 7 de janeiro marcou inflação de 0,51%, taxa 0,27 ponto percentual acima da apurada na medição anterior.
Dólar
Após ter operado no campo positivo durante a manhã, o dólar comercial inverteu sua trajetória no começo da tarde, intensificando essa tendência até o encerramento dos negócios. Com isso, a moeda norte-americana fechou com queda de 0,86%, interrompendo uma sequência de três altas, sendo cotada na venda a R$ 1,73.
Com este declínio, o dólar encerrou a primeira semana de 2010 registrando desvalorização de 0,64%, seguindo a tendência registrada em 2009, quando encerrou o ano com um recuo de 25,42% - maior queda da história do real.
O Banco Central voltou a atuar no câmbio. A autoridade monetária realizou seus costumeiros leilões de compra no mercado à vista entre 15h24 e 15h34 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7327.
Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em queda na BM&F Bovespa nesta sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,31%, queda de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,90% de seu valor de face, queda de 0,62% frente ao fechamento anterior.
O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 191 pontos-base, estável em relação ao fechamento anterior.
Bolsas Internacionais
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em alta de 0,74% e atingiu 2.317 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,29% a 1.145 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 0,11% a 10.618 pontos.
Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou leve alta de 0,51% e atingiu 4.045 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 0,30% chegando a 6.038 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 0,14% a 5.534 pontos.
Veja os
08/01/10 - 19h39
InfoMoney
SÃO PAULO - O clima de incerteza marcou a última sessão da semana nos principais mercados de renda variável nesta sexta-feira (8). A principal referência do dia, o Relatório de Emprego dos EUA, abalou o otimismo visto pela manhã e trouxe uma tarde sem tendência para os índices em Wall Street - que, contudo, subiram no final e encerraram a sessão em alta.
O Ibovespa, por sua vez, não resistiu à indefinição externa e fechou em queda de 0,27%, a 70.262 pontos. Apesar disso, o índice encerrou a primeira semana de 2010 com alta de 2,44%. O volume financeiro totalizou no dia R$ 6,51 bilhões.
Emprego e Bancos
A economia norte-americana perdeu 85 mil postos de trabalho em dezembro, resultado pior que o esperado pelo mercado, que estimava variação nula. Já a taxa de desemprego ficou nos 10%, resultado igual às expectativas do mercado e ao registrado no mês anterior.
O setor bancário ganhou destaque nos EUA, depois que o Citigroup rebaixou suas projeções para os lucros do Bank of America Merrill Lynch, JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley. As ações dos bancos recuaram em Nova York.
Bolsa
Os ativos da GOL lideraram os ganhos do Ibovespa nesta tarde. A companhia aérea mostrou em dezembro um crescimento de 34,8% na demanda de tráfego aéreo em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A demanda doméstica também avançou na mesma base comparativa (+36,2%).
Os papéis da TAM também estão entre as altas da sessão, assim como os ativos da Souza Cruz. Por fim, os ativos da CSN subiram depois que a fabricante de cimentos portuguesa Cimpor rejeitou a oferta de compra de US$ 5,5 bilhões feita pela siderúrgica, afirmando que o valor corresponde a um prêmio muito baixo aos seus acionistas.
Por outro lado, os papéis da NET aparecem entre as principais quedas da sessão, assim como os ativos de Cesp, PDG e MRV.
Após ter sido destaque negativo do Ibovespa no pregão anterior, repercutindo a inclusão na chamada "Lista Suja" do Ministério do Trabalho e Emprego, as ações da Cosan mostram sinais de recuperação, depois do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmar que o ingresso da produtora de cana de açúcar nessa lista foi, na visão dele, um erro.
Além disso, após registrarem forte valorização nos dois últimos pregões, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Parmalat e as units da Laep dispararam novamente nesta sexta-feira.
Enquanto isso, por aqui, um dos destaques do noticiário deste pregão fica, na verdade, para um evento da última quinta-feira: o balanço de operações da BM&F Bovespa em 2009. Os números revelaram uma movimentação total de R$ 1,30 trilhão no segmento Bovespa e giro financeiro de R$ 26,78 trilhões no segmento BM&F. Com relação a 2008, o montante representa queda no segmento Bovespa - o volume no ano anterior ficou em R$ 1,37 trilhão.
Em contrapartida, a quantidade de negócios em 2009 foi recorde: 81,75 milhões. No segmento BM&F, o número de contratos caiu de 391,62 milhões para 373,41 milhões entre 2008 e 2009.
Agenda
Enquanto o Relatório de Emprego trouxe uma surpresa negativa, o nível dos estoques no atacado norte-americano surpreendeu ao avançar em novembro, ante projeções de queda pelo mercado. O Consumer Credit divulgado pelo Federal Reserve mostrou que o volume de crédito concedido aos consumidores recuou 8,5% na passagem de outubro para novembro, atingindo um total de US$ 2,464 trilhões. O resultado veio pior do que o esperado, além de também marcar o décimo recuo consecutivo do indicador.
Na Europa, o destaque fica por conta do crescimento de 0,4% reportado pelo PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro no terceiro trimestre de 2009.
No Brasil, o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) apontou deflação de 0,11% em dezembro, fechando o ano com um recuo de 1,43% nos preços. Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) de 7 de janeiro marcou inflação de 0,51%, taxa 0,27 ponto percentual acima da apurada na medição anterior.
Dólar
Após ter operado no campo positivo durante a manhã, o dólar comercial inverteu sua trajetória no começo da tarde, intensificando essa tendência até o encerramento dos negócios. Com isso, a moeda norte-americana fechou com queda de 0,86%, interrompendo uma sequência de três altas, sendo cotada na venda a R$ 1,73.
Com este declínio, o dólar encerrou a primeira semana de 2010 registrando desvalorização de 0,64%, seguindo a tendência registrada em 2009, quando encerrou o ano com um recuo de 25,42% - maior queda da história do real.
O Banco Central voltou a atuar no câmbio. A autoridade monetária realizou seus costumeiros leilões de compra no mercado à vista entre 15h24 e 15h34 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7327.
Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em queda na BM&F Bovespa nesta sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,31%, queda de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,90% de seu valor de face, queda de 0,62% frente ao fechamento anterior.
O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 191 pontos-base, estável em relação ao fechamento anterior.
Bolsas Internacionais
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em alta de 0,74% e atingiu 2.317 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,29% a 1.145 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 0,11% a 10.618 pontos.
Na Europa, o índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou leve alta de 0,51% e atingiu 4.045 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 0,30% chegando a 6.038 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 0,14% a 5.534 pontos.
Veja os
Tendência IBOV em 08/01
O índice IBOV fechou o pregão de 07\01 em ligeira baixa, em um dia de muita volatilidade, com diversos ativos fechando com fortes altas e outros em fortes baixas. Os principais fatores desta volatilidade foram os dados de desemprego nos EUA e o anuncio de redução de crédito por parte do governo Chînês, fator este que pode trazer novo dia de volatilidade aos negócios mundiais. Além disso, o IBOV fechou numa zona de congestionamento, entre a resistência dos 70800 e o suporte de 69500. Se houver houverem notícias impactantes no mercado hoje, o IBOV deve fechar mais ou mens no mesmo patamar, mas uma possibilidade de queda é factivel mediante a diminuição dos volumes negociados nos ultimos dias além de alguns indicadores mostrarem que o índice esta sobrecomprado.
RESUMO DO MERCADO EM 07/01/2010
Em mais uma sessão instável, os principais índices norte-americanos fecharam esta quinta-feira (7) com sinais opostos. Assim como no pregão anterior, Dow Jones e S&P 500 voltaram a subir, enquanto o Nasdaq caiu mais uma vez. Em dia de indicadores favoráveis e queda das commodities, setor financeiro conseguiu se destacar positivamente.
O principal destaque entre os bancos ficou com o Bank of America. As ações da instituição avançaram 3,29%, uma das maiores altas do Dow Jones, após o Credit Suisse elevar a recomendação de neutro para acima da média do mercado, alegando que os papéis do banco são os mais baratos em relação aos pares do universo de cobertura do Credit.
Destaques positivos e negativos
No entanto, quem figurou na ponta máxima do Dow Jones nesta quinta-feira foi a GE (General Electric). Os papéis da companhia avançaram 5,18%, após o Morgan Stanley elevar o preço-alvo esperado para suas ações, posicionando a empresa como sua top pick.
No outro extremo do índice aparece a Alcoa. Após o Citigroup reduzir a sugestão dada à maior siderúrgica dos Estados Unidos de "compra" para "manter", seus papéis registraram fortes perdas, fechando o dia com queda de 2,11%. Segundo os analistas da instituição, a precificação atual das ações é considerada justa, diante de seus resultados recentes.
Já os papéis de Exxon Mobil e Chevron reportaram perdas de 0,31% e 0,38%, respectivamente, acompanhando a trajetória negativa dos preços do petróleo, que registraram sua primeira queda após dez sessões de alta. Por fim, as ações da Barrick Gold declinaram 1,41%, no lastro da onça do ouro.
Mercado de trabalho e Fed
Na pauta de indicadores, destaque para o Initial Claims. O indicador mostrou que o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficou em 434 mil novos pedidos na última semana, desempenho melhor que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 439 mil. Porém, o índice ficou acima do número registrado na semana passada, que foi revisado de 432 mil para 433 mil solicitações.
Ainda nesta sessão, o presidente do Federal Reserve de Kansas City, Thomas Hoenig, afirmou em discurso que o Fed deveria começar a apertar sua política monetária "antes cedo do que tarde". O presidente regional será um dos membros votantes do FOMC (Federal Open Market Committee) em 2010.
Cotações de fechamento dos índices
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em leve alta de 0,40% a 1.142 pontos, acumulando no ano alta de 2,38%. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve valorização de 0,31% atingindo 10.607 pontos e subindo 1,71% no ano.
Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,05% hoje, chegando a 2.300 pontos e acumulando no ano alta de 1,36%.
O principal destaque entre os bancos ficou com o Bank of America. As ações da instituição avançaram 3,29%, uma das maiores altas do Dow Jones, após o Credit Suisse elevar a recomendação de neutro para acima da média do mercado, alegando que os papéis do banco são os mais baratos em relação aos pares do universo de cobertura do Credit.
Destaques positivos e negativos
No entanto, quem figurou na ponta máxima do Dow Jones nesta quinta-feira foi a GE (General Electric). Os papéis da companhia avançaram 5,18%, após o Morgan Stanley elevar o preço-alvo esperado para suas ações, posicionando a empresa como sua top pick.
No outro extremo do índice aparece a Alcoa. Após o Citigroup reduzir a sugestão dada à maior siderúrgica dos Estados Unidos de "compra" para "manter", seus papéis registraram fortes perdas, fechando o dia com queda de 2,11%. Segundo os analistas da instituição, a precificação atual das ações é considerada justa, diante de seus resultados recentes.
Já os papéis de Exxon Mobil e Chevron reportaram perdas de 0,31% e 0,38%, respectivamente, acompanhando a trajetória negativa dos preços do petróleo, que registraram sua primeira queda após dez sessões de alta. Por fim, as ações da Barrick Gold declinaram 1,41%, no lastro da onça do ouro.
Mercado de trabalho e Fed
Na pauta de indicadores, destaque para o Initial Claims. O indicador mostrou que o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficou em 434 mil novos pedidos na última semana, desempenho melhor que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 439 mil. Porém, o índice ficou acima do número registrado na semana passada, que foi revisado de 432 mil para 433 mil solicitações.
Ainda nesta sessão, o presidente do Federal Reserve de Kansas City, Thomas Hoenig, afirmou em discurso que o Fed deveria começar a apertar sua política monetária "antes cedo do que tarde". O presidente regional será um dos membros votantes do FOMC (Federal Open Market Committee) em 2010.
Cotações de fechamento dos índices
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em leve alta de 0,40% a 1.142 pontos, acumulando no ano alta de 2,38%. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve valorização de 0,31% atingindo 10.607 pontos e subindo 1,71% no ano.
Por outro lado, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,05% hoje, chegando a 2.300 pontos e acumulando no ano alta de 1,36%.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
PAPÉIS DE MENOR LIQUIDEZ MAS PROMESSA DE BONS RETORNOS
A ABYA3 rompeu a resitência dos 5,05 e agora pode ir buscar até os 8 reais no médio prazo. Momento favorqavel para compra confirmado pelo TRIX E MACD, que estão cruzando pra cima, apesar do estocástico e IFR estarem se aproximando de niveis de sobrecompra.
EUCA4 rompeu tbem a resistência dos 5,05, com todos os estudos técnicos favoraveis para compra porém, diferentemente da ABYA, o papel deve encontrar barreira forte na casa dos 5,50 e 6 reais.
EUCA4 rompeu tbem a resistência dos 5,05, com todos os estudos técnicos favoraveis para compra porém, diferentemente da ABYA, o papel deve encontrar barreira forte na casa dos 5,50 e 6 reais.VALE e PETR - Análise para o dia
Apesar da Clara tendência de alta da Vale, que rompeu resitência de Médio Prazo, aumentou o volume de negociação e teve reversão no MACD, o estocástico e o IFR indicam que o papel está ficando sobrecomprado, o que pode significar um realização no dia de hoje, seguindo a tendência de baixa dos mercados mundias, antes de continuar sua guinada ladeira acima.
A Petrobrás, cabe análise semelhante a da Vale. O papel está em tendência de alta mas pode ficar atravancado hoje em função da tendência do dia. Entre Vale e Petro, a prefêrencia fica para Vale, já que numa tendência de alta, ela tem caminho mais livre de resistências curtas contra algumas resistências da petro a partir do patamar atual de preço para os 40 reais (resistência mais forte).
O MERCADO em 07/01/2010 - Perspectiva para o dia
Como as bolsas mundiais passaram por uma forte valorização nos ultimos dias de 2009 e iniciaram 2010 com força total, com muitas delas atigindo resistências importantes, existe grande chance de hoje ser um dia de realizações. Mesmo com a ata do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto), que obliterou ligeiramente o ambinte carregado de Wall Street ao anunciar que a retomada econômica nos EUA não é tão resiliente e intensa a ponto de altarar o prognóstico de manutenção de juros baixo, os índices futuros operam em baixa, assim como o mercado Europeu, que espera a decisão de taxa de juros do Banco Central da Inglaterra.
Portanto, para os comprados, talvez vale a pena uma realização para entrar nos mesmos papéis em dois ou três dias. Quem não realizar, tbem não tem o que se preocupar. O primeiro semestre promete ser de crescimento. Mas a festa da bolsa em 2010 deve ficar restrita ao primeiro semestre e mesmo assim, o investidor tem que ficar atento para fechar ou reestruturar suas posições mediante a uma alteração repentina nas perspectivas futuras.
Portanto, para os comprados, talvez vale a pena uma realização para entrar nos mesmos papéis em dois ou três dias. Quem não realizar, tbem não tem o que se preocupar. O primeiro semestre promete ser de crescimento. Mas a festa da bolsa em 2010 deve ficar restrita ao primeiro semestre e mesmo assim, o investidor tem que ficar atento para fechar ou reestruturar suas posições mediante a uma alteração repentina nas perspectivas futuras.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
RESUMO DO MERCADO EM 06/01/2010
Pelo oitavo dia seguido a bolsa brasileira registrou alta, impulsionada pelos preços das commodities (exceto o petróleo, que caiu por conta do aumento dos estoques nos EUA) e pelos sinais de recuperação econômica que a cada dia parecem mais consistentes, ainda que lentos.
Assim, a Bovespa ruma devagar, mas firme, aos 71 mil pontos. O pregão de hoje terminou com alta de 0,7%, aos 70.729, chegando no seu máximo aos 70.936 pontos. Vale ficar atento no IBOV que, mesmo em um canal de alta, esta chegando em uma resistencia forte estando sobrecomprado e com o historiograma MACD indicando reversão. Assim, é provavel que o índice busque a média movél de 21, representando uma ligeira queda (aproximadamente 68000 pontos) antes de buscar o topo de 73500.
As maiores altas do índice foram de MMX Mineração, com ganhos de 4,46%, BM&FBovespa (que vem tendo movimentos muito bons de negócios para o começo do ano), com alta de 3,77% e CCR Rodovias (grande movimentação em suas estradas no fim do ano0, com ganhos de 3,32%. Na outra ponta, lideraram as perdas ALL Unit, com queda de 3,57%, Cosan com perdas de 2,86% e LLX Logística, com queda de 1,95%.
Recuperação deve perder ritmo e o futuro será um duplo mergulho
GEORGE SOROS
ESPECIAL PARA O PROJECT SYNDICATE
Vivemos um momento no qual a gama de incertezas que a economia mundial enfrenta é incomumente ampla. Acabamos de passar pela pior crise financeira desde a Segunda Guerra Mundial. As únicas comparações relevantes são a bolha imobiliária do Japão, que estourou em 1991 (e da qual o país asiático não se recuperou), e a Grande Depressão, dos anos 1930 -exceto que a atual crise foi quantitativamente muito maior e diferente em termos qualitativos.
Ao contrário da experiência japonesa, a atual crise envolveu o mundo inteiro, em lugar de ficar confinada a um único país. E, ao contrário da Grande Depressão, desta vez o sistema financeiro teve sua vida preservada por meios artificiais, em lugar de o seu colapso ter sido permitido.
De fato, a magnitude do problema atual é ainda maior que a da Grande Depressão. Em 1929, o crédito total em circulação nos EUA equivalia a 160% do PIB (Produto Interno Bruto) e subiu para 250%, em 1932. Em 2008, começamos em 365% -e esse cálculo deixa de fora o uso generalizado de derivativos, que não existiam nos anos 1930.
A despeito disso, os esforços artificiais de resgate funcionaram. Mal passado um ano da quebra do Lehman Brothers, os mercados financeiros se estabilizam, os mercados de ações se recuperaram e a economia demonstra sinais de retomada. As pessoas desejam retornar ao ritmo usual dos negócios e acreditar que o crash de 2008 tenha sido apenas um pesadelo. Infelizmente, a recuperação deve perder o pique e pode até ser seguida por uma segunda desaceleração econômica, embora eu não esteja seguro se esta ocorrerá neste ano ou em 2011. Minhas opiniões estão longe de únicas, mas contrariam o clima dominante.
Quanto mais durar a recuperação, mais gente acreditará que ela se perpetuará. No entanto, em meu juízo, isso é característico de situações muito distantes do equilíbrio, nas quais as percepções tendem a se distanciar da realidade.
Para complicar as coisas, essa disparidade de percepções funciona nos dois sentidos. A maioria das pessoas ainda não percebeu que a crise atual difere das anteriores e que chegamos ao final de uma era. Outros observadores, entre os quais me incluo, fracassaram em antecipar a dimensão da recuperação.
Em termos gerais, as autoridades financeiras internacionais conduziram a crise da mesma maneira que conduziram episódios anteriores: resgataram as instituições em risco de quebra e aplicaram medidas de estímulo monetário e fiscal. Mas essa crise foi muito maior, e as técnicas usuais não funcionaram. O fracasso do resgate ao Lehman Brothers [primeiro banco a quebrar] foi um evento histórico: os mercados financeiros efetivamente deixaram de funcionar. Isso significa que os governos tinham de efetivamente garantir que nenhuma outra instituição, cujo colapso pudesse colocar o sistema em risco, enfrentasse risco de quebra. Foi então que a crise se espalhou à periferia da economia mundial, porque os países da periferia não eram capazes de oferecer garantias igualmente confiáveis. A Europa Oriental foi a principal vítima. Os países em posição central usaram os fortes balanços de seus bancos centrais para injetar dinheiro no sistema e garantir os passivos dos bancos comerciais, enquanto os governos se envolveram em gastos sustentados por deficit para estimular a economia, em escala sem precedentes.
Mas a crescente crença de que o sistema financeiro conseguiu escapar ao colapso e que estamos retornando lentamente aos costumes usuais dos negócios é um sério erro de interpretação, no que tange à situação atual. Depois de quebrado, Humpty Dumpty [o personagem em forma de ovo da obra de Lewis Carroll, autor de "Alice no País das Maravilhas"] não pode ser remontado.
A globalização dos mercados financeiros, que ocorreu desde os anos 80, permitiu que o capital financeiro se movesse livremente pelo mundo, tornando difícil sua tributação ou regulamentação. Isso colocou o capital financeiro em posição privilegiada: os governos precisavam prestar mais atenção aos requisitos do capital internacional do que às aspirações de seus povos. Os países encontraram dificuldades para resistir isoladamente a essa tendência. Mas o sistema financeiro mundial que emergiu do processo era fundamentalmente instável, porque construído sobre a falsa premissa de que é possível permitir que os mercados financeiros patrulhem a si mesmos. Foi essa a causa do colapso, e é por isso que não poderemos remontá-lo na forma que tinha.
Mercados mundiais precisam de regulamentação mundial, mas a regulamentação em vigor tem por raiz o princípio da soberania nacional. Existem alguns acordos internacionais, como os Acordos de Basileia sobre capitalização de bancos, e a cooperação entre as autoridades regulatórias dos mercados é boa. Mas a fonte de autoridade é sempre o Estado soberano. Isso significa que não basta reiniciar um mecanismo que deixou de funcionar. Teremos de criar um mecanismo regulatório que nunca existiu. Na situação atual, o sistema financeiro de cada país está sendo sustentado e apoiado pelo governo desse país. Mas os governos têm suas próprias economias como preocupação primária. Isso resulta no chamado protecionismo financeiro, que ameaça perturbar e talvez destruir os mercados financeiros mundiais. As autoridades regulatórias britânicas jamais voltarão a confiar nas islandesas, e os países da Europa Oriental relutarão em continuar dependentes de bancos sob controle estrangeiro.
Assim, a regulamentação precisa ganhar escopo internacional. De outra forma, os mercados financeiros serão destruídos pela arbitragem entre diferentes sistemas regulatórios. Empresas irão se transferir a países nos quais o clima regulatório é mais ameno, expondo outras nações a riscos que estas não podem correr.
A globalização teve sucesso porque forçou os países a remover regulamentações, mas o processo não funciona em sentido reverso. Será difícil conseguir que os países concordem quanto a uma regulamentação uniforme. Países diferentes têm interesses diferentes, o que os propele a soluções diferentes. Isso pode ser visto na Europa, onde os membros da União Europeia não conseguem chegar a um acordo mútuo sobre um conjunto uniforme de regras financeiras. Como poderia o resto do mundo, então?
Nos anos 30, o protecionismo comercial tornou uma situação que já era ruim ainda pior. Na economia globalizada atual, a ascensão do protecionismo financeiro constitui perigo ainda maior.
"O sistema financeiro mundial que emergiu do processo [de globalização dos mercados financeiros] era fundamentalmente instável, porque construído sobre a falsa premissa de que é possível permitir que os mercados financeiros patrulhem a si mesmos. Foi essa a causa do colapso, e é por isso que não poderemos remontá-lo na forma que tinha"
GEORGE SOROS é presidente do conselho da Soros Fund Management e presidente do Open Society Institute. Seu mais recente livro é "The Crash of 2008".
Tradução de PAULO MIGLIACCI
ESPECIAL PARA O PROJECT SYNDICATE
Vivemos um momento no qual a gama de incertezas que a economia mundial enfrenta é incomumente ampla. Acabamos de passar pela pior crise financeira desde a Segunda Guerra Mundial. As únicas comparações relevantes são a bolha imobiliária do Japão, que estourou em 1991 (e da qual o país asiático não se recuperou), e a Grande Depressão, dos anos 1930 -exceto que a atual crise foi quantitativamente muito maior e diferente em termos qualitativos.
Ao contrário da experiência japonesa, a atual crise envolveu o mundo inteiro, em lugar de ficar confinada a um único país. E, ao contrário da Grande Depressão, desta vez o sistema financeiro teve sua vida preservada por meios artificiais, em lugar de o seu colapso ter sido permitido.
De fato, a magnitude do problema atual é ainda maior que a da Grande Depressão. Em 1929, o crédito total em circulação nos EUA equivalia a 160% do PIB (Produto Interno Bruto) e subiu para 250%, em 1932. Em 2008, começamos em 365% -e esse cálculo deixa de fora o uso generalizado de derivativos, que não existiam nos anos 1930.
A despeito disso, os esforços artificiais de resgate funcionaram. Mal passado um ano da quebra do Lehman Brothers, os mercados financeiros se estabilizam, os mercados de ações se recuperaram e a economia demonstra sinais de retomada. As pessoas desejam retornar ao ritmo usual dos negócios e acreditar que o crash de 2008 tenha sido apenas um pesadelo. Infelizmente, a recuperação deve perder o pique e pode até ser seguida por uma segunda desaceleração econômica, embora eu não esteja seguro se esta ocorrerá neste ano ou em 2011. Minhas opiniões estão longe de únicas, mas contrariam o clima dominante.
Quanto mais durar a recuperação, mais gente acreditará que ela se perpetuará. No entanto, em meu juízo, isso é característico de situações muito distantes do equilíbrio, nas quais as percepções tendem a se distanciar da realidade.
Para complicar as coisas, essa disparidade de percepções funciona nos dois sentidos. A maioria das pessoas ainda não percebeu que a crise atual difere das anteriores e que chegamos ao final de uma era. Outros observadores, entre os quais me incluo, fracassaram em antecipar a dimensão da recuperação.
Em termos gerais, as autoridades financeiras internacionais conduziram a crise da mesma maneira que conduziram episódios anteriores: resgataram as instituições em risco de quebra e aplicaram medidas de estímulo monetário e fiscal. Mas essa crise foi muito maior, e as técnicas usuais não funcionaram. O fracasso do resgate ao Lehman Brothers [primeiro banco a quebrar] foi um evento histórico: os mercados financeiros efetivamente deixaram de funcionar. Isso significa que os governos tinham de efetivamente garantir que nenhuma outra instituição, cujo colapso pudesse colocar o sistema em risco, enfrentasse risco de quebra. Foi então que a crise se espalhou à periferia da economia mundial, porque os países da periferia não eram capazes de oferecer garantias igualmente confiáveis. A Europa Oriental foi a principal vítima. Os países em posição central usaram os fortes balanços de seus bancos centrais para injetar dinheiro no sistema e garantir os passivos dos bancos comerciais, enquanto os governos se envolveram em gastos sustentados por deficit para estimular a economia, em escala sem precedentes.
Mas a crescente crença de que o sistema financeiro conseguiu escapar ao colapso e que estamos retornando lentamente aos costumes usuais dos negócios é um sério erro de interpretação, no que tange à situação atual. Depois de quebrado, Humpty Dumpty [o personagem em forma de ovo da obra de Lewis Carroll, autor de "Alice no País das Maravilhas"] não pode ser remontado.
A globalização dos mercados financeiros, que ocorreu desde os anos 80, permitiu que o capital financeiro se movesse livremente pelo mundo, tornando difícil sua tributação ou regulamentação. Isso colocou o capital financeiro em posição privilegiada: os governos precisavam prestar mais atenção aos requisitos do capital internacional do que às aspirações de seus povos. Os países encontraram dificuldades para resistir isoladamente a essa tendência. Mas o sistema financeiro mundial que emergiu do processo era fundamentalmente instável, porque construído sobre a falsa premissa de que é possível permitir que os mercados financeiros patrulhem a si mesmos. Foi essa a causa do colapso, e é por isso que não poderemos remontá-lo na forma que tinha.
Mercados mundiais precisam de regulamentação mundial, mas a regulamentação em vigor tem por raiz o princípio da soberania nacional. Existem alguns acordos internacionais, como os Acordos de Basileia sobre capitalização de bancos, e a cooperação entre as autoridades regulatórias dos mercados é boa. Mas a fonte de autoridade é sempre o Estado soberano. Isso significa que não basta reiniciar um mecanismo que deixou de funcionar. Teremos de criar um mecanismo regulatório que nunca existiu. Na situação atual, o sistema financeiro de cada país está sendo sustentado e apoiado pelo governo desse país. Mas os governos têm suas próprias economias como preocupação primária. Isso resulta no chamado protecionismo financeiro, que ameaça perturbar e talvez destruir os mercados financeiros mundiais. As autoridades regulatórias britânicas jamais voltarão a confiar nas islandesas, e os países da Europa Oriental relutarão em continuar dependentes de bancos sob controle estrangeiro.
Assim, a regulamentação precisa ganhar escopo internacional. De outra forma, os mercados financeiros serão destruídos pela arbitragem entre diferentes sistemas regulatórios. Empresas irão se transferir a países nos quais o clima regulatório é mais ameno, expondo outras nações a riscos que estas não podem correr.
A globalização teve sucesso porque forçou os países a remover regulamentações, mas o processo não funciona em sentido reverso. Será difícil conseguir que os países concordem quanto a uma regulamentação uniforme. Países diferentes têm interesses diferentes, o que os propele a soluções diferentes. Isso pode ser visto na Europa, onde os membros da União Europeia não conseguem chegar a um acordo mútuo sobre um conjunto uniforme de regras financeiras. Como poderia o resto do mundo, então?
Nos anos 30, o protecionismo comercial tornou uma situação que já era ruim ainda pior. Na economia globalizada atual, a ascensão do protecionismo financeiro constitui perigo ainda maior.
"O sistema financeiro mundial que emergiu do processo [de globalização dos mercados financeiros] era fundamentalmente instável, porque construído sobre a falsa premissa de que é possível permitir que os mercados financeiros patrulhem a si mesmos. Foi essa a causa do colapso, e é por isso que não poderemos remontá-lo na forma que tinha"
GEORGE SOROS é presidente do conselho da Soros Fund Management e presidente do Open Society Institute. Seu mais recente livro é "The Crash of 2008".
Tradução de PAULO MIGLIACCI
Cenário Econômico 2010
Perdido entre as projeções fundamentalistas de 80 mil a 85 mil pontos dos analistas fundamentalistas ante a uma projeção de 115 mil de alguns gráfistas, o Índice Bovespa deve passar por um período de grande volatilidade, com oportunidades de trades curtos e com maior perspectiva de ganho para as Small Caps, já que elas tiveram performance aquém de muitas blue chips e agora devem atrair atenção dos gestores financeiros mais suscetiveis ao risco e que buscam um retorno maior no capital investido.
2010 promete ser um ano onde a divulgação de indicadores econômicos dará o ritmo do mercado, levando o índice para cima com indicadores positivos e, conversamente, para baixo com divulgação de dados negativos. Além disso, muita atenção será dada para a velocidade e o momento de saída dos pacotes de auxilio do governo aos diversos países do mundo assim como para a velocidade e nivel de crescimento de inflação e elevação de taxa de juros.
Para setores específicos as perspectivas são as seguintes:
Varejo: O setor de varejo continuará sendo um dos mais beneficiados pela retomada da confiança do consumidor e pela contínua tendência de elevação dos ganhos salariais reais, turbinada pela política de valorização do salário mínimo. A atual paridade cambial, com o Real mais valorizado continuará a pressionar os preços dos fornecedores ante a concorrência com os produtos importados, contribuindo para o aumento das margens operacionais das varejistas. Indiscutivelmente o varejo foi pouco abatido pela crise. Os múltiplos fundamentalistas evidenciam que o mercado tem reconhecido este crescimento, diminuindo a margem de segurança do investimento.
Bancos Médios: os bancos médios atuam em diversos nichos especializados. De um modo geral, o ano mostrará a continuidade do aumento da relação crédito/PIB no Brasil, que ainda tem muito a crescer quando comparada a outros países. A diminuição das taxas de juros a nível mundial e no país também tem incentivado a ampliação do crédito. Os bancos que focam nos empréstimos para a pessoa física, especialmente por meio do crédito consignado, continuarão a reação iniciada ainda no primeiro semestre de 2009, impulsionada pelo aquecimento do varejo e pelo aumento do nível de emprego. Quem foca os empréstimos para a pessoa jurídica, especialmente se for do setor industrial, são os últimos que estão saindo da estagnação no nível de empréstimo combinada com elevada inadimplência. A tendência é que a melhora começou no último trimestre de 2009 e se acentue desde o início de 2010. Por fim, há os bancos médios que atuam também no setor de seguros, que estão em forte expansão no país e devem continuar a apresentar ótima lucratividade. As cotações do segmento dos bancos médios foram das mais afetadas pela crise, caindo até mesmo mais de 80%. Após as espetaculares altas de 2009, algumas ações ainda estão em níveis muito atrativos. A preferência pode se dar pelos bancos que negociam próximo de Preço/Valor patrimonial por ação 1 e que exibiram antes da crise níveis muito bons de retorno sobre o patrimônio líquido. Em algum momento este nível de lucratividade pode convergir, valorizando ainda mais as cotações.
Indústria: A indústria foi o setor mais afetado pela crise, e que apresentou o pior resultado no primeiro semestre de 2009, quando comparado a 2008. Terminou o ano de 2009 com um dos maiores crescimentos relativamente ao mês imediatamente anterior e a tendência é que tenham um início de 2010 muito forte especialmente na comparação anual. Enquanto 2009 foi um ano de ajuste de estoques, 2010 começará como um ano de formação de estoques, o que eleva a sensação de demanda e a produção industrial. O lado negativo ficará com o prejuízo que o atual nível de câmbio traz para as margens operacionais das exportações, que continuarão tendo um nível bastante abaixo dos melhores momentos do setor. Além disso, este câmbio favorece a importação e parte do aumento das vendas no varejo certamente será atendida por meio delas. Nem mesmo a siderurgia estará a salvo da concorrência externa, uma vez que a China em pouco tempo passou de grande importadora a exportadora com excessiva capacidade produtiva. Capacidade esta que continuou crescendo em 2009 mesmo com a vertiginosa queda da demanda por commodities. Benefício maior, então, para as empresas mineradoras, pois a China não possui matéria prima de boa qualidade para produção siderúrgica.
Construtoras: as construtoras continuarão tendo a demanda positivamente afetada pelos fatores que interferem no desempenho do varejo, ao mesmo tempo em que o patamar de juros em níveis muito baixos para a recente história do país permite que uma gama significativa de interessados adquira imóvel. Há muito a crescer na relação crédito imobiliário/PIB, que não passa de 3% no país, quando em vários países é ao menos 10 vezes maior a relação. As construtoras que atendem a demanda da classe de renda mais baixa certamente será a mais favorecida. Significativa também continuará sendo a procura pelos imóveis de até R$ 500 mil, financiáveis por meio do Sistema Financeiro da Habitação, que possui os menores juros para o comprador. Há ainda, a venda de imóveis comerciais que tem apresentado excelente desempenho. Enquanto a taxa de juros estiver nestes níveis, certamente haverá atração para novos interessados. O investidor, no entanto, deverá ser bastante seletivo após as altas apresentadas em 2009 para as ações do segmento: É de se ressaltar que não serão todas as companhias que atendem a baixa renda que conseguirão ter os custos controlados a ponto de exibirem lucros que remunerem o capital empregado. O ideal é selecionar por empresas: a) com múltiplos interessantes, especialmente abaixo da relação P/VPA 2 e que demonstraram a manutenção de lucros mesmo diante da crise; b) que estejam reconhecendo receita inferior ao nível de vendas, elevando a probabilidade que venham a ter desempenho ainda superior em 2010 ao que apresentaram em 2009. O investidor deverá observar atentamente as mudanças contábeis que o setor estará sofrendo, por meio do qual a receita deixará de ser reconhecida conforme a evolução das obras e o nível de vendas para ser totalmente reconhecida no balanço quando da conclusão das obras.
Setor elétrico: O setor elétrico continuará sendo um setor defensivo. Num momento em que os preços das ações estão em níveis mais altos, são uma alternativa interessante, uma vez que as cotações costumam tanto subir menos que o mercado em período de alta, como cair menos quando a queda chega. O segmento deve ser beneficiado com a retomada da indústria. Há ainda diversas empresas no setor que projetam dividendos superiores a atual taxa SELIC. Se considerada a taxa real de juros, então, a atratividade fica ainda mais evidente, com várias empresas exibindo ganhos até mesmo o triplo acima deste nível. A preferência poderá recair pelas companhias melhor administradas conforme os indicadores de perda de energia e de qualidade e que tenham prazos de concessão mais extensos, não estando envolvidas no curto prazo nas discussões sobre a forma em que se dará a renovação. O perigo que tem rondado o setor, além deste do término das concessões, é que há discussões sobre a forma de cálculo das tarifas na ANEEL, objetivando a sua diminuição para os casos em que o mercado cresceu acima das expectativas. O setor também passará por mudanças contábeis que modificarão a forma de depreciação dos ativos, incrementando contabilmente os lucros das empresas em fase inicial de maturação dos investimentos e diminuindo o lucro daquelas que já haviam efetuado parte expressiva da depreciação.
Enquanto 2009 foi o ano das companhias com alto nível de caixa, 2010 tem grande probabilidade de representar o ano das empresas que estejam em segmento com demanda mais aquecida e com capacidade produtiva ociosa. Tais companhias poderão enfim aproveitar os investimentos que fizeram no passado e passar a exibir melhores resultados operacionais. As companhias com níveis de dívida pagáveis também estarão sendo favorecidas com a volta da liquidez e do menor nível de juros cobrado nos empréstimos.
No mundo
À medida que a economia mundial se recupera da crise, é esperado pelos analistas que a demanda externa dos países desenvolvidos, sobretudo os do G10, seja alterada, sendo um dos principais propulsores da continuidade do crescimento mundial. Aos poucos, as políticas de incentivo à economia devem ser retiradas, sobretudo nos países emergentes, a partir do segundo semestre. Para a Merrill Lynch, o amadurecimento trazido aos investidores com a recuperação deve posicionar o foco sobre a questão de um crescimento sustentável.
De modo geral, os países emergentes, dentre os quais se destacam os que compõem o Bric, além da China e do México, devem ser os protagonistas do crescimento econômico. A expectativa é de alta nos mercados, principalmente nos mais dependentes das exportações, graças à alta da demanda de países como a China e a Índia. É esperado um bom desempenho de exportadores como o México, a Coréia e a Rússia, além da região do Oriente Médio.
Por outro lado, para os analistas, a flexibilização monetária e fiscal, primeira linha de defesa logo depois do choque que culminou na crise, esgotou suas possibilidades. "Esperamos que os mercados emergentes, liderados por Índia e Coréia, comecem um ciclo de aperto econômico em 2010. Ao mesmo tempo, efeitos de uma segunda rodada de estímulo devem continuar sustentando a demanda doméstica como uma fonte de crescimento, particularmente na China", diz o relatório da Merrill Lynch.
Para os analistas, embora altamente provável, o cenário previsto para os países emergentes em 2010 tem certos pontos de risco que impediriam sua concretização. "Depois de um ano de volatilidade sem precedentes, claramente os riscos são muitos. Em especial, destacamos 1) a recusa da China para ajustar a cotação de sua moeda em relação ao dólar, situação que poderia levar a atritos comerciais significativos, bem como aumento das pressões inflacionárias na própria China; 2) uma nova queda na economia dos Estados Unidos, colocando a recuperação global em sério risco, em um momento em que os países operam suas políticas fiscal e monetária perto do limite; 3) aumento da tensão no sistema bancário global, reduzindo a extensão do crédito e do apetite pelo risco. (fonte: portal exame 8/12/09)
Inflação
Depois de ter atingido picos de cerca de 6,5% em 2008, desde então a inflação ao consumidor tem registrado sucessivas quedas, chegando agora a 4%, o nível mais baixo desde 2007. Para os analistas da Merrill Lynch, essa situação deve se manter até pelo menos o segundo semestre de 2010. “Nossos modelos sugerem que a inflação irá cair consideravelmente abaixo de 4% no segundo trimestre de 2010, para só então se deslocar ligeiramente, fechando o ano pouco acima dos 4,2%”, diz o relatório do banco de investimentos.
Com uma inflação significativamente abaixo do ponto médio da meta e um crescimento desacelerando em direção a níveis equilibrados, os analistas não esperam um movimento de alta da taxa básica da economia no próximo ano. A tendência é que a Selic permaneça em torno dos 8,75%. O veredicto do Banco Central, embora ainda dependa da expectativa quanto às metas para a inflação, segundo os analistas, deve convergir “finalmente para menores taxas de juros”. (fonte: portal exame 08/12/09)
Crescimento Econômico:
Assim como foi em 2009, os países emergentes devem desempenhar um papel central na economia mundial também no próximo ano, pelo menos de acordo com analistas da Merrill Lynch. Relatório distribuído pelo banco de investimentos expõe um olhar otimista em relação a China e Índia, mas espera do Brasil a retomada mais acentuada do desenvolvimento econômico, com juros menores, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 5% e menores taxas de juros.
Depois de divulgados todos os indicadores e resultados referentes ao terceiro trimestre do ano, os analistas ficaram "ainda mais confiantes" com o país.Embora em 2010 o crescimento deva desacelerar para um ritmo de aproximadamente 1 % por trimestre, a expansão anual deve alcançar representativos 5,3%. Se a previsão se confirmar, os analistas dizem que o Brasil será a sexta economia que mais cresce no universo de cobertura da Merrill Lynch, atrás apenas de China (10,1%), Catar (8,1%), Índia (7,6%), Nigéria (5,5%) e Omã (5,4%).
Apesar da previsão de que o crescimento anual do PIB recue para 4,5% em 2011, pelo fato do Brasil ter se recuperado da recessão mais cedo e mais rapidamente do que a maioria dos países, no próximo biênio o ciclo virtuoso de formalização do mercado de trabalho e a maior penetração de crédito devem empurrar o crescimento da produtividade. Além disso, o crescimento da poupança interna e um saudável déficit em conta corrente de cerca de 3% do PIB deverão favorecer a aceleração dos investimentos.
Quanto à dívida externa brasileira, apesar de seu crescimento considerável nos últimos meses, os analistas afirmam que continuam considerando positivas as previsões de longo prazo.
FONTE: PORTAL EXAME 08/12/09 com introdução livre.
2010 promete ser um ano onde a divulgação de indicadores econômicos dará o ritmo do mercado, levando o índice para cima com indicadores positivos e, conversamente, para baixo com divulgação de dados negativos. Além disso, muita atenção será dada para a velocidade e o momento de saída dos pacotes de auxilio do governo aos diversos países do mundo assim como para a velocidade e nivel de crescimento de inflação e elevação de taxa de juros.
Para setores específicos as perspectivas são as seguintes:
Varejo: O setor de varejo continuará sendo um dos mais beneficiados pela retomada da confiança do consumidor e pela contínua tendência de elevação dos ganhos salariais reais, turbinada pela política de valorização do salário mínimo. A atual paridade cambial, com o Real mais valorizado continuará a pressionar os preços dos fornecedores ante a concorrência com os produtos importados, contribuindo para o aumento das margens operacionais das varejistas. Indiscutivelmente o varejo foi pouco abatido pela crise. Os múltiplos fundamentalistas evidenciam que o mercado tem reconhecido este crescimento, diminuindo a margem de segurança do investimento.
Bancos Médios: os bancos médios atuam em diversos nichos especializados. De um modo geral, o ano mostrará a continuidade do aumento da relação crédito/PIB no Brasil, que ainda tem muito a crescer quando comparada a outros países. A diminuição das taxas de juros a nível mundial e no país também tem incentivado a ampliação do crédito. Os bancos que focam nos empréstimos para a pessoa física, especialmente por meio do crédito consignado, continuarão a reação iniciada ainda no primeiro semestre de 2009, impulsionada pelo aquecimento do varejo e pelo aumento do nível de emprego. Quem foca os empréstimos para a pessoa jurídica, especialmente se for do setor industrial, são os últimos que estão saindo da estagnação no nível de empréstimo combinada com elevada inadimplência. A tendência é que a melhora começou no último trimestre de 2009 e se acentue desde o início de 2010. Por fim, há os bancos médios que atuam também no setor de seguros, que estão em forte expansão no país e devem continuar a apresentar ótima lucratividade. As cotações do segmento dos bancos médios foram das mais afetadas pela crise, caindo até mesmo mais de 80%. Após as espetaculares altas de 2009, algumas ações ainda estão em níveis muito atrativos. A preferência pode se dar pelos bancos que negociam próximo de Preço/Valor patrimonial por ação 1 e que exibiram antes da crise níveis muito bons de retorno sobre o patrimônio líquido. Em algum momento este nível de lucratividade pode convergir, valorizando ainda mais as cotações.
Indústria: A indústria foi o setor mais afetado pela crise, e que apresentou o pior resultado no primeiro semestre de 2009, quando comparado a 2008. Terminou o ano de 2009 com um dos maiores crescimentos relativamente ao mês imediatamente anterior e a tendência é que tenham um início de 2010 muito forte especialmente na comparação anual. Enquanto 2009 foi um ano de ajuste de estoques, 2010 começará como um ano de formação de estoques, o que eleva a sensação de demanda e a produção industrial. O lado negativo ficará com o prejuízo que o atual nível de câmbio traz para as margens operacionais das exportações, que continuarão tendo um nível bastante abaixo dos melhores momentos do setor. Além disso, este câmbio favorece a importação e parte do aumento das vendas no varejo certamente será atendida por meio delas. Nem mesmo a siderurgia estará a salvo da concorrência externa, uma vez que a China em pouco tempo passou de grande importadora a exportadora com excessiva capacidade produtiva. Capacidade esta que continuou crescendo em 2009 mesmo com a vertiginosa queda da demanda por commodities. Benefício maior, então, para as empresas mineradoras, pois a China não possui matéria prima de boa qualidade para produção siderúrgica.
Construtoras: as construtoras continuarão tendo a demanda positivamente afetada pelos fatores que interferem no desempenho do varejo, ao mesmo tempo em que o patamar de juros em níveis muito baixos para a recente história do país permite que uma gama significativa de interessados adquira imóvel. Há muito a crescer na relação crédito imobiliário/PIB, que não passa de 3% no país, quando em vários países é ao menos 10 vezes maior a relação. As construtoras que atendem a demanda da classe de renda mais baixa certamente será a mais favorecida. Significativa também continuará sendo a procura pelos imóveis de até R$ 500 mil, financiáveis por meio do Sistema Financeiro da Habitação, que possui os menores juros para o comprador. Há ainda, a venda de imóveis comerciais que tem apresentado excelente desempenho. Enquanto a taxa de juros estiver nestes níveis, certamente haverá atração para novos interessados. O investidor, no entanto, deverá ser bastante seletivo após as altas apresentadas em 2009 para as ações do segmento: É de se ressaltar que não serão todas as companhias que atendem a baixa renda que conseguirão ter os custos controlados a ponto de exibirem lucros que remunerem o capital empregado. O ideal é selecionar por empresas: a) com múltiplos interessantes, especialmente abaixo da relação P/VPA 2 e que demonstraram a manutenção de lucros mesmo diante da crise; b) que estejam reconhecendo receita inferior ao nível de vendas, elevando a probabilidade que venham a ter desempenho ainda superior em 2010 ao que apresentaram em 2009. O investidor deverá observar atentamente as mudanças contábeis que o setor estará sofrendo, por meio do qual a receita deixará de ser reconhecida conforme a evolução das obras e o nível de vendas para ser totalmente reconhecida no balanço quando da conclusão das obras.
Setor elétrico: O setor elétrico continuará sendo um setor defensivo. Num momento em que os preços das ações estão em níveis mais altos, são uma alternativa interessante, uma vez que as cotações costumam tanto subir menos que o mercado em período de alta, como cair menos quando a queda chega. O segmento deve ser beneficiado com a retomada da indústria. Há ainda diversas empresas no setor que projetam dividendos superiores a atual taxa SELIC. Se considerada a taxa real de juros, então, a atratividade fica ainda mais evidente, com várias empresas exibindo ganhos até mesmo o triplo acima deste nível. A preferência poderá recair pelas companhias melhor administradas conforme os indicadores de perda de energia e de qualidade e que tenham prazos de concessão mais extensos, não estando envolvidas no curto prazo nas discussões sobre a forma em que se dará a renovação. O perigo que tem rondado o setor, além deste do término das concessões, é que há discussões sobre a forma de cálculo das tarifas na ANEEL, objetivando a sua diminuição para os casos em que o mercado cresceu acima das expectativas. O setor também passará por mudanças contábeis que modificarão a forma de depreciação dos ativos, incrementando contabilmente os lucros das empresas em fase inicial de maturação dos investimentos e diminuindo o lucro daquelas que já haviam efetuado parte expressiva da depreciação.
Enquanto 2009 foi o ano das companhias com alto nível de caixa, 2010 tem grande probabilidade de representar o ano das empresas que estejam em segmento com demanda mais aquecida e com capacidade produtiva ociosa. Tais companhias poderão enfim aproveitar os investimentos que fizeram no passado e passar a exibir melhores resultados operacionais. As companhias com níveis de dívida pagáveis também estarão sendo favorecidas com a volta da liquidez e do menor nível de juros cobrado nos empréstimos.
No mundo
À medida que a economia mundial se recupera da crise, é esperado pelos analistas que a demanda externa dos países desenvolvidos, sobretudo os do G10, seja alterada, sendo um dos principais propulsores da continuidade do crescimento mundial. Aos poucos, as políticas de incentivo à economia devem ser retiradas, sobretudo nos países emergentes, a partir do segundo semestre. Para a Merrill Lynch, o amadurecimento trazido aos investidores com a recuperação deve posicionar o foco sobre a questão de um crescimento sustentável.
De modo geral, os países emergentes, dentre os quais se destacam os que compõem o Bric, além da China e do México, devem ser os protagonistas do crescimento econômico. A expectativa é de alta nos mercados, principalmente nos mais dependentes das exportações, graças à alta da demanda de países como a China e a Índia. É esperado um bom desempenho de exportadores como o México, a Coréia e a Rússia, além da região do Oriente Médio.
Por outro lado, para os analistas, a flexibilização monetária e fiscal, primeira linha de defesa logo depois do choque que culminou na crise, esgotou suas possibilidades. "Esperamos que os mercados emergentes, liderados por Índia e Coréia, comecem um ciclo de aperto econômico em 2010. Ao mesmo tempo, efeitos de uma segunda rodada de estímulo devem continuar sustentando a demanda doméstica como uma fonte de crescimento, particularmente na China", diz o relatório da Merrill Lynch.
Para os analistas, embora altamente provável, o cenário previsto para os países emergentes em 2010 tem certos pontos de risco que impediriam sua concretização. "Depois de um ano de volatilidade sem precedentes, claramente os riscos são muitos. Em especial, destacamos 1) a recusa da China para ajustar a cotação de sua moeda em relação ao dólar, situação que poderia levar a atritos comerciais significativos, bem como aumento das pressões inflacionárias na própria China; 2) uma nova queda na economia dos Estados Unidos, colocando a recuperação global em sério risco, em um momento em que os países operam suas políticas fiscal e monetária perto do limite; 3) aumento da tensão no sistema bancário global, reduzindo a extensão do crédito e do apetite pelo risco. (fonte: portal exame 8/12/09)
Inflação
Depois de ter atingido picos de cerca de 6,5% em 2008, desde então a inflação ao consumidor tem registrado sucessivas quedas, chegando agora a 4%, o nível mais baixo desde 2007. Para os analistas da Merrill Lynch, essa situação deve se manter até pelo menos o segundo semestre de 2010. “Nossos modelos sugerem que a inflação irá cair consideravelmente abaixo de 4% no segundo trimestre de 2010, para só então se deslocar ligeiramente, fechando o ano pouco acima dos 4,2%”, diz o relatório do banco de investimentos.
Com uma inflação significativamente abaixo do ponto médio da meta e um crescimento desacelerando em direção a níveis equilibrados, os analistas não esperam um movimento de alta da taxa básica da economia no próximo ano. A tendência é que a Selic permaneça em torno dos 8,75%. O veredicto do Banco Central, embora ainda dependa da expectativa quanto às metas para a inflação, segundo os analistas, deve convergir “finalmente para menores taxas de juros”. (fonte: portal exame 08/12/09)
Crescimento Econômico:
Assim como foi em 2009, os países emergentes devem desempenhar um papel central na economia mundial também no próximo ano, pelo menos de acordo com analistas da Merrill Lynch. Relatório distribuído pelo banco de investimentos expõe um olhar otimista em relação a China e Índia, mas espera do Brasil a retomada mais acentuada do desenvolvimento econômico, com juros menores, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 5% e menores taxas de juros.
Depois de divulgados todos os indicadores e resultados referentes ao terceiro trimestre do ano, os analistas ficaram "ainda mais confiantes" com o país.Embora em 2010 o crescimento deva desacelerar para um ritmo de aproximadamente 1 % por trimestre, a expansão anual deve alcançar representativos 5,3%. Se a previsão se confirmar, os analistas dizem que o Brasil será a sexta economia que mais cresce no universo de cobertura da Merrill Lynch, atrás apenas de China (10,1%), Catar (8,1%), Índia (7,6%), Nigéria (5,5%) e Omã (5,4%).
Apesar da previsão de que o crescimento anual do PIB recue para 4,5% em 2011, pelo fato do Brasil ter se recuperado da recessão mais cedo e mais rapidamente do que a maioria dos países, no próximo biênio o ciclo virtuoso de formalização do mercado de trabalho e a maior penetração de crédito devem empurrar o crescimento da produtividade. Além disso, o crescimento da poupança interna e um saudável déficit em conta corrente de cerca de 3% do PIB deverão favorecer a aceleração dos investimentos.
Quanto à dívida externa brasileira, apesar de seu crescimento considerável nos últimos meses, os analistas afirmam que continuam considerando positivas as previsões de longo prazo.
FONTE: PORTAL EXAME 08/12/09 com introdução livre.
Assinar:
Comentários (Atom)






