quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Investidores devem ficar atentos a falsos alarmes dos Bancos Centrais, diz BofA

Por: Equipe InfoMoney
26/11/09 - 08h25

InfoMoney
SÃO PAULO - Após governos de alguns países terem sinalizado a continuidade dos estímulos às economias por mais tempo, em especial os Estados Unidos, o Bank of America Merrill Lynch traçou um panorama sobre o que esperar dos Bancos Centrais deste ponto em diante, revelando suas expectativas para algumas das principais economias do globo.Em relatório recente, o BofA ressalta que os investidores devem se preocupar com três coisas: primeiro, focar suas atenções no que dizem os membros das autoridades monetárias; segundo, esperar por uma estratégia de saída da crise um tanto estranha, com erros táticos e falhas de comunicação; e, por fim, estar pronto para mais alarmes falsos acerca do estreitamento da política monetária antes que isso realmente ocorra.Estados UnidosA maior economia do planeta já sinalizou que manterá por mais tempo os estímulos econômicos, a fim de assegurar uma recuperação sustentável no sistema financeiro, segundo revelaram Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, e Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, em suas últimas declarações públicas.Somado aos últimos indicadores econômicos do país, este cenário voltou a preocupar os investidores. Na última terça-feira (24) foi revelada a segunda prévia para o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano no terceiro trimestre desse ano, período no qual a economia dos EUA cresceu 2,8%, ante os 3,5% revelados anteriormente. Apesar da retração frente à estimativa anterior, o número ficou acima das expectativas do BofA, que esperava por crescimento de 2,6%."Uma maneira de analisar a economia dos EUA (e global) é tratá-la como um paciente em reabilitação de um acidente horrível de carro. Após a quebra do Lehman Brothers, os formadores de políticas estancaram o sangramento com maiores injeções fiscais e monetárias. O estado do paciente se estabilizou e, com um forte apoio contínuo, está melhorando. Contudo, a real recuperação virá somente depois de uma estada longa no centro de reabilitações", avaliaram os analistas.BrasilPara esta semana, no Brasil, o BofA destaca que as atenções recairão sobre esta quinta-feira (26), dia em que será revelado a inflação oficial no País, através do IPCA-15 ( Índice de Preços ao Consumidor - Amplo), e a situação do mercado de trabalho interno durante o mês de outubro."Nós estimamos que a taxa de desemprego sofra uma ligeira contração, passando de 7,8% para 7,7%. Isto colocaria a taxa de desemprego em seu menor patamar no ano. Apesar disso, considerando ajustes sazonais, a taxa deve permanecer alta", destacou o banco.Para a inflação oficial no Brasil, o BofA acredita que o IPCA-15 deve apresentar uma alta de 0,31% em novembro, ante o incremento nos preços de 0,18% observado no décimo mês deste ano. "A maior parte desse aumento deve vir da pressão sazonal nos preços dos alimentos e de vestuário", avaliou a equipe de analistas.Outras economiasEm linhas gerais, o banco também apresentou novas estimativas para outros países. Entre os destaques, o BofA aponta que o ajuste no setor industrial da Ásia está próximo de seu fim. Já para a Europa, os analistas afirmam que o velho continente não demonstra interesse em agilizar uma estratégia de saída da crise, "mas está trabalhando duro para preparar os mercados para esta eventualidade".Por fim, a instituição elevou suas projeções para o PIB da Rússia no próximo ano, para crescimento de 5% ante a última estimativa de alta de 3,9%, ponderando suas expectativas quanto aos preços do petróleo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ameaça de Volta da Inflação no Brasil e AL

Após a crise econômica que assolou os mercados mundiais, dados da atividade econômica nos países industrializados voltam a mostrar crescimento, ou pelo menos, desaceleração na queda. O avanço em 2,8% estimado da economia norte-americana no terceiro trimestre, a projeção da volta do crescimento econômico para o quarto trimestre deste ano no Reino Unido e o crescimento acima da média nas economias brasileira e da América Latina, demonstra que uma recuperação sustentável parece ser possível. Com a atividade econômica em crescimento os índices gerais de preços poderão acompanhar a trajetória ascendente, o que obrigará os bancos centrais a iniciarem um ciclo de aperto monetário antes que a ociosidade hoje presente no setor produtivo seja eliminada. Os governos terão tempos difíceis pela frente e precisarão acertar o momento correto para mudanças: a retirada dos estímulos não poderá ser cedo ou forte demais com a possibilidade de uma nova recessão e colapso financeiro, mas tampouco tardiamente levando a um superaquecimento econômico, acompanhado de descontrole fiscal e acabar alimentando uma nova e perigosa bolha de preços como da crise passada.

Fonte: ADVFN

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Panorama do Mercado em 16/11

O crescimento da economia japonesa, os dados positivos de vendas no varejo nos EUA e a alta das commodities garantiram uma trajetória uniforme de elevação para a Bovespa nesta segunda-feira. Em meio a uma sessão de volume engordado pelo vencimento de opções sobre ações, o índice recuperou o nível de 66 mil pontos carregado sobretudo por Vale e siderúrgicas. A Bovespa terminou com ganho de 1,99%, aos 66.627,10 pontos. Na mínima do dia, registrou 65.326 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 66.896 pontos (+2,40%). No mês, acumula variação positiva de 8,26% e, no ano, de 77,44%. O giro financeiro somou R$ 10,233 bilhões. Desse total, R$ 3,62 bilhões decorreram do vencimento de opções sobre ações. Os dados são preliminares. O fio condutor do mercado surgiu logo cedo, depois que o Japão anunciou um PIB duas vezes maior do que era previsto para o terceiro trimestre. A alta atingiu 1,2%, ante 0,6% estimado, em relação ao período imediatamente anterior. Anualizado, o número também surpreendeu: +4,8% ante +2,2% previsto. Outra notícia vinda da Ásia e que também deu forças às ordens de compras nos pregões ao redor do mundo foi o compromisso, assumido pelos países participantes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) no final de semana, de manterem os gastos para estimular as economias. Isso elevou o apetite pelo risco e elevou a corrida pelas commodities, também favorecida pelo recuo do dólar. Os dados de vendas no varejo nos Estados Unidos coroaram a sessão de ganhos, ao superarem as projeções. O Departamento do Comércio reportou avanço de 1,4% nas vendas no comércio em outubro, mais que o 0,9% estimado pelos economistas. Apesar dessa alta, o número de setembro foi revisado em baixa, de -1,5% para -2,3%. Os investidores, no entanto, deixaram o dado ruim de lado, e isso também valeu para o índice Empire State, igualmente negativo. O dado divulgado pelo Federal Reserve Bank de Nova York caiu para 23,51 em novembro, abaixo da previsão de analistas, de 28,65. Às 18h18, o Dow Jones avançava 1,06%, o S&P tinha ganho de 1,28% e o Nasdaq subia 1,21%. As principais bolsas asiáticas e européias fecharam com variação positiva. No Brasil, além do sinal positivo vindo do exterior, a alta das commodities, sobretudo as metálicas, garantiu ganhos robustos à Bovespa. Vale foi o destaque da sessão, ao lado de siderúrgicas, por conta do início das negociações em torno do reajuste do minério de ferro. "Ao que parece, as negociações para o próximo ano se encaminham para um desfecho bem mais favorável do que ocorreu em 2009, o que é muito positivo para a Vale", comentou um especialista de renda variável de um grande banco doméstico brasileiro. Vale terminou a sessão em alta de 3,99% na ON e de 3,75% na PNA. Gerdau PN subiu 2,24%, Metalúrgica Gerdau PN avançou 2,10%, Usiminas PNA ganhou 2,45% e CSN ON, 3,10%. Os metais subiram em bloco e o ouro, mais uma vez, renovou sua cotação recorde intraday. Petrobras reagiu ao seu balanço trimestral, divulgado na sexta-feira à noite, e à alta firme do petróleo, de 3,34% na Nymex, no contrato para dezembro, para US$ 78,90 o barril. Petrobras ON, +0,47%, Petrobras PN, +0,67%. A estatal anunciou lucro de R$ 7,303 bilhões no terceiro trimestre, em linha com as estimativas dos analistas. O resultado recuou 25,8% ante o mesmo período do ano passado e de 5,5% em relação ao segundo trimestre de 2009

FONTE: AE Broadcast

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Resultados Relatório Focus 16/11

Focus: mercado eleva projeções para o PIB pela segunda semana seguidaPor: Equipe InfoMoney16/11/09 - 09h08InfoMoney
SÃO PAULO - O mercado elevou pela segunda semana consecutiva suas projeções para o crescimento da economia neste ano, como mostra a edição atualizada do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central.O avanço esperado agora é de 0,21%, ante a taxa de 0,20% prevista na semana anterior. Há quatro semanas, a previsão do mercado era mais pessimista e apontava crescimento de 0,12% neste ano.O documento, publicado nesta segunda-feira (16), ainda mostrou elevação da previsão de produção industrial em 2009: o centro da amostra coletada foi -7,64%, número melhor do que o indicado na versão da semana passada (-7,70%).A mediana das estimativas para 2010 também veio melhor que a da última semana, sendo esperado crescimento de 6,55% ao invés dos 6,05% previstos anteriormente.Balança comercialO relatório divulgado nesta segunda-feira também mostra que o mercado reduziu as estimativas para o saldo da balança comercial, tanto para 2009, quanto para 2010. Neste ano, é esperado saldo positivo de US$ 25,2 bilhões, enquanto para 2010 a mediana das projeções recua para US$ 15 bilhões.

Agenda de indicadores Econômicos da Semana

Para esta semana temos a seguinte agenda de indicadores relevantes para o mercado Brasileiro e Internacional:


16/11/2009
08:00 Brasil - IPC(S) 2ª Quadr/Nov
08:30 Brasil - Relatório Focus /Semanal
11:00 Brasil - Balança Comercial/Semanal
11:30 EUA - NY Empire State Index / Novembro
11:30 EUA - Retail Sales / Outubro (expectativa: -1,5%)
11:30 EUA - Retail Sales (ex auto) / Outubro (expectativa: 0,5%)
13:00 EUA - Business Inventories / Setembro (expectativa: -1,5%)
Brasil - Vencimento de opções sobre ações

17/11/2009
07:00 Brasil - IPC(Fipe) 2ºQuadr/Nov
08:00 Brasil - IGP(10) / Novembro (expectativa: 0,10%)
11:30 EUA - PPI / Outubro (expectativa: -0,6%)
11:30 EUA - Core PPI / Outubro (expectativa: -0,1%)
12:15 EUA - Industrial Production / Outubro (expectativa: 0,7%)
12:15 EUA - Capacity Utilization / Outubro (expectativa: 70,5%)

18/11/2009
11:30 EUA - Housing Starts / Outubro (expectativa: 590 mil)
11:30 EUA - Building Permits / Outubro (expectativa: 573 mil)
11:30 EUA - Core CPI / Outubro (expectativa: 0,2%)
11:30 EUA - CPI / Outubro (expectativa: 0,2%)
13:30 EUA - Estoques de Petróleo / Semanal
Minuta da reunião do BOE / Novembro

19/11/2009
08:00 Brasil - IGP(M) 2ª Dec/Nov
11:30 EUA- Initial Claims Sem até 14/11 (expectativa: 512 mil)
13:00 EUA - Philadelphia Fed Index / Novembro (expectativa: 11,5 pontos)
13:00 EUA - Leading Indicators / outubro (expectativa: 1%)
Japão - Reunião do Bank of Japan (1º dia) / Novembro

20/11/2009
Brasil - Feriado
Japão - Reunião do Bank of Japan (2º dia) / Novembro (expectativa: 0,1%)